Cotidiano Joinville

por Vitor Krüger

O rumo da Gastronômica

Publicado dia 04 de abril de 2011 por Vitor Krüger

Há quatro anos uma idéia começava a sair do papel e se materializava como um dos projetos mais esperados do centro de Joinville. Desde 2007, a rua que passou então a ser batizada de Via Gastronômica sofreu mudanças e encontra-se atualmente quase intransitável para pedestres. O fato é que a lentidão das obras acabam por comprometer o que pretende ser referência de lazer e bem-estar. Buracos nas calçadas, ausência de lixeiras e trânsito lento, são alguns problemas que freqüentadores dos bares e restaurantes da rua aprenderam a conviver no decorrer desse período.

Apesar da demora, empresários da região não deixaram de acreditar no projeto. Ao contrário, passaram a investir mais em seus estabelecimentos aguardando a conclusão das obras de revitalização. E pelo visto, a espera está chegando ao fim. Técnicos da prefeitura convidaram empresários e definiram na semana passada algumas alterações no projeto original, bem como uma data para conclusão da Via.

Entre as novidades está a mudança no sentido de um dos trechos da Visconde de Taunay. Quem estiver na Henrique Meyer poderá optar entre o lado que deseja prosseguir, já na Duque de Caxias não será mais possível converter a direita. Essa mudança possibilitará fluidez no trânsito e servirá principalmente para absorver o fluxo de veículos que passarão pelo local depois que a PUC|PR inaugurar sua unidade onde hoje está a Wetzel. Além do trânsito, as obras abrangem principalmente a construção de calçadas e calçadões, bancos, lixeiras e áreas de travessias para pedestres. As travessias serão elevadas na altura das calçadas e servirão como lombadas.

Teoricamente o projeto é perfeito, na prática um tanto quanto demorado. De acordo com o Ippuj, depois de contratada a empresa o prazo de término é de seis meses. A expectativa é de que até o Natal de 2011 a nova Via Gastronômica seja apresentada aos joinvilenses.

É ver pra crêr.

Foto: A Notícia

Postado ás 00h20
 

Herança Imperial

Publicado dia 09 de dezembro de 2010 por Vitor Krüger

Rodeada por galerias de lojas, construções embargadas e prédios depredados se encontra o símbolo do que um dia foi o poderio e glamour da época imperial. Produzida para ser o jardim e o caminho de entrada de um palácio, a Rua das Palmeiras já teve seu dia de glória e passa hoje por uma fase que inspira cuidados.

Vindas do Rio de Janeiro em 1873, as 52 mudas de palmeiras demoraram algum tempo para se tornar o cartão postal da cidade de Joinville. Plantadas no jardim de entrada do Palácio dos Príncipes – atual Museu do Imigrante – a exuberância das palmeiras até hoje impressiona e, desde 1982, as árvores pertencem ao Patrimônio Histórico Nacional |SPHAN|.

Com o passar dos anos, construções foram comprimindo a rua de palmeiras imperiais e a urbanização passou a competir com a grandeza da alameda. Ocorre que, a pressa, o barulho do trânsito, a aglomeração de pessoas na calçada e a presença de vendedores ambulantes em dias de semana fazem com que hábitos corriqueiros desvie a atenção das pessoas do local.

Sem um projeto de revitalização à vista, a paisagem também composta por flores e pelo obelisco da princesa Dona Francisca perde a oportunidade de se transformar em um local mais agradável e versátil para o joinvilense apreciar. Contudo, mesmo sem essas melhorias, esta parte do centro da cidade ainda é o principal ícone de Joinville. Dez em cada dez turistas que passam por ali não economizam flashs e levam a imagem da Rua das Palmeiras para os quatro cantos do país e do mundo.

Atualmente, ocorre uma redescoberta gradativa da Rua das Palmeiras pelos joinvilenses. Nos finais de semana principalmente, é comum encontrar nela diversas tribos reunidas. Rockeiros, artistas, grupos evangélicos, casais de namorados, entre outros compartilham a sombra das palmeiras. Descasos a parte, a imponência da antiga Alameda Brüstlein permanece e, de forma democrática, também te convida a separar uma hora do seu dia para aliviar o stress, namorar um pouco ou levar seus filhos até lá, para contá-los uma parte da história de Joinville onde ela realmente aconteceu.

-

-

Alameda Brüstlein

Frederico Brüstlein é um dos personagens centrais da história de Joinville. Ele nasceu em Mulhouse, Alsácia, então pertencente a França. Filho de Pierre e Catarina Brüstlein veio para Joinville em 1865, como procurador do príncipe de Joinville e do duque de Aumale.

Foi Brüstlein quem mandou construir o Palácio dos Príncipes, que hoje abriga o Museu de Imigração, passando a morar nele. Ele naturalizou-se brasileiro, ingressou no Partido Conservador e se elegeu deputado provincial. Foi presidente da Câmara Municipal de Joinville, diretor da colônia Dona Francisca e coordenou o plantiu das palmeiras imperiais da famosa alameda.

Respectivamente

Antiga Palmenalle - 1890

Via central alargada e delimitada – 1910

Respectivamente

Rua das Palmeiras – 1960

Alameda Brüstlein desde o dia 15 de novembro de 1973

Postado ás 02h01
 
 

Cotidiano Joinville . por Vitor Krüger

NossaJoinville