Desligue o carro, mas fique ligado
Publicado dia 22 de junho de 2011 por cotidianojoinville
Devido ao caos que se transformou o trânsito nas grandes cidades, onde é quase impossível encontrar uma vaga para estacionar, há uma estimativa de que parar em local irregular talvez seja o tipo mais comum de multa. Inventam-se dezenas de vagas especiais em frente a bancos, farmácias, hotéis, repartições públicas, e o condutor que já paga IPVA, IPTU e dezenas de outros impostos, acaba tendo que pagar também para ocupar uma mera vaga, estacionando seu carro.
O sistema de fiscalização funciona com uma eficiência incrível, multando sistematicamente. Só que o condutor nem sempre está errado: as placas de proibição de estacionamento muitas vezes não existem ou estão corroídas, as pinturas desgastadas do meio-fio sempre deixa em dúvida se é amarela ou branca, e muitos comerciantes ainda rebaixam ou pintam de amarelo toda a frente de seus estabelecimentos, reservando para seus clientes a área de estacionamento sem ter qualquer autorização da prefeitura. Enquanto isso a Conurb entra em cena.
Outro ponto a ser questionado é o chamado serviço de estacionamento regulamentado, a chamada zona azul em Joinville, que em tese serviria para aumentar a rotatividade dos automóveis estacionados no centro das cidades. Só que na prática só serve mesmo para aumentar a arrecadação das prefeituras e empresas administradoras do sistema, que cobram salgadas tarifas por um serviço que não traz retorno algum. Isso contraria o Código de Defesa do Consumidor, pois existe a cobrança de um serviço sem qualquer tipo de garantia, seu carro pode ser roubado ou avariado e o prejuízo é só seu. Em shoppings, bancos ou estacionamentos particulares você tem a garantia legal de reembolso por prejuízos causados, só que em áreas do chamado estacionamento regulamentado, as prefeituras lhe negam esse direito. E ainda existem os famosos flanelinhas que praticam extorsão na frente das autoridades sem que nenhuma providência seja tomada, é só parar o carro e logo chega um flanelinha e um fiscal do sistema para levar seu dinheiro.
Os dois lados da moeda
Independente da situação é preciso compreender que os fiscais da área azul estão exercendo seu trabalho e não é tratando mal que as coisas vão se resolver, já que as trabalhadoras estão no sol ou chuva, na maioria das vezes correndo riscos.
Na semana passada, uma desatenção causou um acidente. A fiscal da área azul Pabyla Dayara Machado de 18 anos, foi atropelada por um táxi. Segundo o motorista José Augusto Tavares, ela tentava atravessar a rua Doutor João Colin, na esquina com a rua Lages fora da faixa de pedestres. De acordo com o motorista, que seguia pela última faixa, havia um congestionamento nas demais pistas. Tavares tentou segurar o caro, mas não houve tempo. Fora o susto a moça passa bem.
Mas mesmo tendo respeito com os fiscais é bom ficar de olho no seu direito de cidadão, pagador de impostos.
Fonte: A Notícia
