Cotidiano Joinville

por Vitor Krüger

Desligue o carro, mas fique ligado

Publicado dia 22 de junho de 2011 por cotidianojoinville

Devido ao caos que se transformou o trânsito nas grandes cidades, onde é quase impossível encontrar uma vaga para estacionar, há uma estimativa de que parar em local irregular talvez seja o tipo mais comum de multa. Inventam-se dezenas de vagas especiais em frente a bancos, farmácias, hotéis, repartições públicas, e o condutor que já paga IPVA, IPTU e dezenas de outros impostos, acaba tendo que pagar também para ocupar uma mera vaga, estacionando seu carro.

O sistema de fiscalização funciona com uma eficiência incrível, multando sistematicamente. Só que o condutor nem sempre está errado: as placas de proibição de estacionamento muitas vezes não existem ou estão corroídas, as pinturas desgastadas do meio-fio sempre deixa em dúvida se é amarela ou branca, e muitos comerciantes ainda rebaixam ou pintam de amarelo toda a frente de seus estabelecimentos, reservando para seus clientes a área de estacionamento sem ter qualquer autorização da prefeitura. Enquanto isso a Conurb entra em cena.

Outro ponto a ser questionado é o chamado serviço de estacionamento regulamentado, a chamada zona azul em Joinville, que em tese serviria para aumentar a rotatividade dos automóveis estacionados no centro das cidades. Só que na prática só serve mesmo para aumentar a arrecadação das prefeituras e empresas administradoras do sistema, que cobram salgadas tarifas por um serviço que não traz retorno algum. Isso contraria o Código de Defesa do Consumidor, pois existe a cobrança de um serviço sem qualquer tipo de garantia, seu carro pode ser roubado ou avariado e o prejuízo é só seu. Em shoppings, bancos ou estacionamentos particulares você tem a garantia legal de reembolso por prejuízos causados, só que em áreas do chamado estacionamento regulamentado, as prefeituras lhe negam esse direito. E ainda existem os famosos flanelinhas que praticam extorsão na frente das autoridades sem que nenhuma providência seja tomada, é só parar o carro e logo chega um flanelinha e um fiscal do sistema para levar seu dinheiro.

Os dois lados da moeda

Independente da situação é preciso compreender que os fiscais da área azul estão exercendo seu trabalho e não é tratando mal que as coisas vão se resolver, já que as trabalhadoras estão no sol ou chuva, na maioria das vezes correndo riscos.

Na semana passada, uma desatenção causou um acidente. A fiscal da área azul Pabyla Dayara Machado de 18 anos, foi atropelada por um táxi.  Segundo o motorista José Augusto Tavares, ela tentava atravessar a rua Doutor João Colin, na esquina com a rua Lages fora da faixa de pedestres. De acordo com o motorista, que seguia pela última faixa, havia um congestionamento nas demais pistas. Tavares tentou segurar o caro, mas não houve tempo. Fora o susto a moça passa bem.

Mas mesmo tendo respeito com os fiscais é bom ficar de olho no seu direito de cidadão, pagador de impostos.

 

Fonte: A Notícia

 

Postado ás 02h13
 

Desafios do rush

Publicado dia 25 de novembro de 2010 por Vitor Krüger

Há tempo Joinville sofre com o afogamento do tráfego em horários de rush. O planejamento deficiente das vias somado a ausência de duplicação e elevados em locais de fluxo contínuo de veículos faz com que por momentos, a maior cidade de Santa Catarina torne-se intransitável.

A cidade cresceu, o número de carros triplicou e as motocicletas vieram com força na disputa pelo espaço nas ruas que já era pequeno. Nessa disputa, os menores na maioria das vezes saem perdendo. Seja acidentalmente ou por imprudência, infelizmente é incomum o dia que o trânsito não mata um motociclista.

Os acidentes não se restringem a quem está conduzindo um veículo ou motocicleta. Ciclistas e pedestres sofrem bastante. Para quem duvida tente atravessar a rua Blumenau próximo ao hospital Dona Helena em horário comercial.

Além disso, enquanto o contorno ferroviário não fica pronto é necessário paciência para encarar filas enormes em duas avenidas fundamentais para o trânsito de Joinville. É inconcebível saber que a Getúlio Vargas e a São Paulo ficam passivas à mobilidade de um trêm.

Falando em ruas, a Santos Dumont, Iririú, Copacabana, Barra Velha, Boehmerwaldt, Dona Francisca, Monsenhor Gercino são só alguns exemplos de vias com altos índices de acidentes. Suas laterais possuem pouca sinalização e em horários de pico transtornos são inevitáveis. No caso da Zona Norte a implantação de novas empresas de grande porte, espaços comerciais, o não mais tão novo shopping e a movimentação diária em direção ao aeroporto e as universidades fazem com que o complicado se torne ainda pior.

É necessário ações rápidas de melhoria para ao menos tornar o transito de Joinville um pouco mais seguro, já que mais rápido é praticamente impossível, sem investimentos de peso. Recentemente, foi assinado um contrato para a instalação de dez novos semáforos na cidade. O que se sabe é que será em 2011, mas o prazo exato para o início dos trabalhos não tem data. O dinheiro foi garantido com recursos do Orçamento Participativo e também da Conurb.

Os novos semáforos serão instalados em cruzamentos que há muito tempo eram cobrados pela comunidade. Entretanto, esse número representa apenas um terço dos cruzamentos que necessitam de sinalização. Enquanto melhorias não chegam paciência e prudência são fundamentais, para que mesmo com um pouco de atraso e stress todos possam chegar ao seu destino.

Postado ás 02h01
 
 

Cotidiano Joinville . por Vitor Krüger

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