Cotidiano Joinville

por Vitor Krüger

É ou não é? Eis a questão..

Publicado dia 13 de novembro de 2011 por cotidianojoinville

Após anos de promessas, comemoremos! Eis que nasce um parque em Joinville. Pelo menos esta é a manchete que publica-se por aí. Reservei um tempo para conhecer o tal espaço, pois mesmo sendo torcedor do JEC não tenho o hábito de passar pela região da Arena sem que haja real necessidade.

Sabe quando cria-se uma expectativa sobre determinado assunto? Isso aconteceu comigo e, por favor, corrijam-me se eu estiver errado, mas aquele local pode ser tudo, menos um parque.

De acordo com o dicionário da língua portuguesa parque é uma extensão de terreno arborizado e|ou com jardins, freqüentado pela população em geral para fins recreativos |prática de desporto, piqueniques, e outras formas de lazer|

Pela ausência de árvores e grama, o que temos na região do Guanabara eu chamaria de “Passeio Público”, em que as pessoas podem sim, patinar, andar de bicicleta, correr e praticar esportes. Entretanto, mesmo assim, a estrutura fica um pouco comprometida pela localização, já que a disposição dos espaços se configura de forma “apertada” em uma estreita ciclovia, algumas quadras de esporte, um pequeno mirante e uma pista de skate, colada a uma via movimentadíssima da cidade.

Quero deixar claro que sim, o “Parque da Cidade” é bem-vindo, porém, Joinville precisa de mais espaços para o lazer. A propósito, onde estão os outros parques prometidos? Será necessário quantos mandatos para que o próximo seja criado?

Vale ressaltar que seja lá a forma com que identificamos aquela região, ela não deixa de ser uma conquista para a cidade. Quanto mais opções para se divertir, melhor para quem vive aqui. Aguardemos portanto que os próximos “parques” saiam do papel e se concretizem, para que possamos ter um cotidiano mais verde e saudável.

 

 

Postado ás 22h33
 

Dança Joinville

Publicado dia 12 de julho de 2011 por cotidianojoinville

Há quase 3 décadas a cena se repete. A dança e os bailarinos invadem a cidade no mês de julho, com suas coreografias e convicções. Mas afinal, à quem interessa e para que serve o Festival de Dança?

Há quem diga que é um orgulho para a cidade, há aqueles que enxergam nele a chance de realizar seus sonhos, outros contudo, vêem no festival uma renda extra no meio do ano. Mas exceto os bailarinos, um pequeno grupo de burgueses, outra meia dúzia de pessoas ligadas à cultura e muitos, mas muitos políticos, que benefícios o maior evento de dança no mundo traz para a população de Joinville?

A resposta é poucos, eu mesmo diria que praticamente nenhum. Além de um pouco de entretenimento e cultura, consegue alguma visibilidade em uma ou duas matérias no Jornal Hoje e com sorte um vivo na Ana Maria Braga. Já, por outro lado, o que mais se percebe são transtornos: ônibus lotados, trânsito caótico, adolescentes gritando no meio da rua e por vezes depredação a obras públicas.

Longe de mim denegrir a imagem do Festival de Dança, eu mesmo já garanti 4 ingressos das noites competitivas, mas quero atentar para o fato de que, entra ano e sai ano e Joinville é a mesma cidade dos operários e da dança.

Joinville é mais. Joinville merece mais.

É preciso quebrar esse estereótipo e ser sim, a cidade dos operários e da dança, mas também a cidade da tecnologia, do Cachoeira despoluído, dos elevados, do custo de vida mais baixo, das ciclovias, dos parques, dos shows internacionais, com menos drogas, menos greves e mais lixeiras nas ruas.

Enquanto o Festival de Dança tirar o holofote da interminável greve da educação, confusões e expulsões na Câmara de Vereadores, e má distribuição das verbas estatais que permanecem concentradas na região de Florianópolis, os bailarinos saltam, a banda passa e Joinville dança, literalmente.

Obs..

Os próximos posts serão sobre o Clima e a Arte do Festival de Dança.

Esses sim valem a pena.

Postado ás 00h19
 

Vale a pena ver denovo?

Publicado dia 02 de outubro de 2010 por Vitor Krüger

Eis que mais um ciclo se encerra. Há algumas horas das eleições, o picadeiro da democracia brasileira está novamente em pauta. Comparo este cenário ao programa “Vale a pena ver denovo” de uma conhecida emissora de TV do país. Faço esta analogia porque a política atual tem se mostrado um completo set de novela, com uma pitada de stand up comedy. A única alteração no título é que eu coloco uma interrogação no final da frase e muitos de vocês quem sabe acrescentem a ela um “não” no seu início.

É sempre assim. A cada dois anos o mesmo roteiro, mas a reprise de 2010 tem um extra. Enquanto a nobreza intocável do STF faz hora extra, empata votos e decide não decidir nada antes das eleições sobre o Ficha Limpa, os velhos protagonistas prosseguem em seus papéis ou no máximo deixam ser substituídos por suas castas.

Não quero fazer apologia ao socialismo ou monarquia, mas há muito que mudar para se ter uma democracia desejada no Brasil, a começar pela cultura do povo. Os candidatos e quase a totalidade das pessoas vêem funções públicas como profissão. Queria saber se o interesse em governar seria tão grande se o trabalho fosse voluntário.

Outro ponto lamentável é que não existem mais candidatos, só existem partidos políticos e os eleitores compraram essa ideia. É preciso voltar a votar em pessoas e não em siglas, pois aqueles que se digladiam hoje, em dois dias estarão aliados para o segundo turno.

Enquanto isso não mudar, a sociedade continuará concordando em colocar pessoas despreparadas para decidir o nosso futuro. Já virou tendência no país, celebridades e ex-atletas decadentes, muitos deles semianalfabetos, se lançam e têm sucesso no pleito. O mais triste é saber que quem incentiva estas ações é a própria população votando neles como forma de protesto. Só que estas atitudes impensadas continuarão elegendo “palhaços” na forma literal e não metafórica.

Para concluir, quero enfatizar que o que define eleição não são pesquisas e sim o seu voto. Use o seu direito de eleitor, não anule, não vote em branco, pois mesmo com tantos motivos desestimulantes citados acima só depende de nós a escolha que pode tirar a interrogação do final do título deste artigo.

Postado ás 13h14
 
 

Cotidiano Joinville . por Vitor Krüger

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