Intervenções Urbanas – Parte II
Publicado dia 21 de outubro de 2010 por Vitor KrügerStencil e Grafite
O Stencil basicamente é um molde com uma imagem, um desenho ou qualquer coisa que sua imaginação quiser, delineada por um corte em um papel, metal – ou qualquer material que seja rígido e dê para ser cortado – que com o uso de tinta pode ser aplicado várias vezes em vários lugares.
Essa arte teve início por volta de 500 a.C., onde era usada basicamente para estampar tecidos. Com o passar dos anos ela foi utilizada para decorar ambientes e assinar documentos em série, porém foi só no século XX com Revolução Bolchevique, que o Stencil começou a ser usado como intervenção urbana, na produção de cartazes de propaganda política – que posteriormente foi adotada na Segunda Guerra Mundial – e em 80 começou a se espalhar e estampar as paredes das principais ruas pelas mãos de artistas como o britânico Robert Banksy e o francês Blek le Rat.
Da mesma forma, o grafite ou grafito |do italiano graffiti, plural de graffito| é o nome dado às inscrições feitas em paredes, desde o Império Romano. Considera-se grafite uma inscrição caligrafada ou um desenho pintado ou gravado sobre um suporte que não é normalmente previsto para esta finalidade. Por muito tempo visto como um assunto irrelevante, atualmente o grafite já é considerado como forma de expressão incluída no âmbito das artes visuais, mais especificamente, da street art ou arte urbana – em que o artista aproveita os espaços públicos, criando uma linguagem intencional para interferir na cidade. Entretanto ainda há quem não concorde, equiparando o valor artístico do grafite ao da pichação.
Normalmente distingue-se o grafite, de elaboração mais complexa da simples pichação, quase sempre considerada como contravenção. No entanto, muitos grafiteiros respeitáveis, como Os Gêmeos, autores de importantes trabalhos em várias paredes do mundo – aí incluída a grande fachada da Tate Modern de Londres – admitem ter um passado de pichadores.
A partir do movimento Contracultural de maio de 1968, quando os muros de Paris foram suporte para inscrições de caráter poético-político, a prática do grafite generalizou-se pelo mundo, em diferentes contextos, tipos e estilos, que vão do simples rabisco ou de tags repetidas, como uma espécie de demarcação de território, até grandes murais executados em espaços especialmente designados para tal, ganhando status de verdadeiras obras de arte. Os grafites podem também estar associados a diferentes movimentos e tribos urbanas.
Em Joinville encontra-se com facilidade vários pontos de stencil e grafitagem. Concentrados em maior escala estão na praça Praça Lauro Muller , nos muros do SESC, Centreventos Cau Hansen e Expocentro Edmundo Dobrawa. Entretanto, não restringe-se ao centro da cidade. Em todos os bairros vê-se este tipo de arte, seja em muros, fachadas, viadutos, pistas de skate e onde mais a imaginação e a coragem desses artistas alcançar.




