Cotidiano Joinville

por Vitor Krüger

Que venha o Trigésimo

Publicado dia 31 de julho de 2011 por cotidianojoinville

Mais um Festival de Dança se despede, deixando saudade e consagrando talentos. A noite dos Campeões emocionou e estampou no rosto do joinvilense aquele orgulho de ser daqui. O destaque vai para a Academia de Dança Corpo Livre e principalmente para o grupo revelação Germano Timm, que surpreendeu e compôs um verdadeiro espetáculo no palco do Centreventos no segmento Danças Urbanas.

Outro ponto relevante deste festival foi a acessibilidade para portadores de deficiência, bem como o PedalTur, que trouxe a grande novidade no que diz respeito a locomoção e lazer: o cicloturismo, que ampliou as atividades oferecidas a turistas e a toda comunidade local.

Parabéns a todos os participantes e que venha o próximo.

Foto: ND Online

Postado ás 18h49
 

Abram as cortinas, o festival chegou!

Publicado dia 19 de julho de 2011 por cotidianojoinville

Nos próximos dias Joinville ficará um pouco mais leve. As ondas sonoras que embalam mais de 6000 dançarinos invadirão a cidade. Pela 29ª vez, a pressa poderá esperar 10 minutinhos para acompanhar ao menos uma apresentação dos pés surrados, escondidos por belas sapatilhas.  O Festival de Dança de Joinville, o maior e mais conceituado evento do gênero no país começa oficialmente quarta-feira 20, mas já está presente, no clima receptivo da cidade.

Reconhecido internacionalmente por sua qualidade, em sua existência já recebeu artistas renomados e aproximadamente 5.000 grupos de dança. Todo mês de julho é assim. Nos dias do festival a cidade não pára. Moradores, visitantes e bailarinos compõem cenários cada vez mais alternativos e sempre conseguem uma sinergia entre palco e plateia, contagiando os quatro cantos da cidade com suas diferentes culturas e sua arte em forma de dança.

Brindemos o som, a vida, a dança.

Bem-vindos ao 29º Festival de Dança de Joinville

 

Postado ás 01h07
 

Dança Joinville

Publicado dia 12 de julho de 2011 por cotidianojoinville

Há quase 3 décadas a cena se repete. A dança e os bailarinos invadem a cidade no mês de julho, com suas coreografias e convicções. Mas afinal, à quem interessa e para que serve o Festival de Dança?

Há quem diga que é um orgulho para a cidade, há aqueles que enxergam nele a chance de realizar seus sonhos, outros contudo, vêem no festival uma renda extra no meio do ano. Mas exceto os bailarinos, um pequeno grupo de burgueses, outra meia dúzia de pessoas ligadas à cultura e muitos, mas muitos políticos, que benefícios o maior evento de dança no mundo traz para a população de Joinville?

A resposta é poucos, eu mesmo diria que praticamente nenhum. Além de um pouco de entretenimento e cultura, consegue alguma visibilidade em uma ou duas matérias no Jornal Hoje e com sorte um vivo na Ana Maria Braga. Já, por outro lado, o que mais se percebe são transtornos: ônibus lotados, trânsito caótico, adolescentes gritando no meio da rua e por vezes depredação a obras públicas.

Longe de mim denegrir a imagem do Festival de Dança, eu mesmo já garanti 4 ingressos das noites competitivas, mas quero atentar para o fato de que, entra ano e sai ano e Joinville é a mesma cidade dos operários e da dança.

Joinville é mais. Joinville merece mais.

É preciso quebrar esse estereótipo e ser sim, a cidade dos operários e da dança, mas também a cidade da tecnologia, do Cachoeira despoluído, dos elevados, do custo de vida mais baixo, das ciclovias, dos parques, dos shows internacionais, com menos drogas, menos greves e mais lixeiras nas ruas.

Enquanto o Festival de Dança tirar o holofote da interminável greve da educação, confusões e expulsões na Câmara de Vereadores, e má distribuição das verbas estatais que permanecem concentradas na região de Florianópolis, os bailarinos saltam, a banda passa e Joinville dança, literalmente.

Obs..

Os próximos posts serão sobre o Clima e a Arte do Festival de Dança.

Esses sim valem a pena.

Postado ás 00h19
 
 

Cotidiano Joinville . por Vitor Krüger

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