O poder das marchas
Publicado dia 02 de setembro de 2010 por Vitor KrügerPara reivindicar, para protestar, para celebrar. Esses são alguns dos motivos que fazem com que as marchas aconteçam e se tornem cada vez mais cotidianas em Joinville. Manifestações geralmente iniciam ou se encerram com alguma marcha. O principal objetivo de elas existirem é o fato de tornar público ou chamar atenção para determinado assunto que beneficie o grupo mobilizador de tal ação.
Esse tipo de evento ganha força na medida em que o tamanho da cidade aumenta. Quanto mais pessoas, mais estilos e diferentes formas de pensar. Assim, as minorias já não tão pequenas, conseguem virar pauta, são vistas e aceitas. Além disso, as marchas geralmente são vinculadas a sindicatos que cobram direitos quando se sentem lesados por empresas privadas ou órgãos públicos. Com esses grupos os ideais dos trabalhadores ganham dimensão e surge aí a iniciativa de protestar indo as ruas.
Exemplos não faltam, algumas marchas são ocasionais, geralmente as de protestos e algumas comemorativas. As mais recentes e de maior destaque na imprensa foram: a 1ª Marcha da Vitória contra o Câncer em Joinville, realizada pela rede feminina de combate ao câncer, a passeata dos funcionários da Busscar que reivindicavam audiência com o presidente Lula, para obter respostas do governo sobre aos créditos prêmios de IPI, e a greve dos servidores públicos na semana passada em busca de reajuste salarial conforme a inflação do último ano.
Outros dois exemplos são réplicas de eventos de capitais e grandes cidades. Geralmente acontecem uma vez ao ano e pelo visto vieram para ficar, como é o caso da Parada da Diversidade e a Marcha para Jesus que neste ano reuniu cerca de 20 mil pessoas.
Por se tratar na maioria das vezes de protestos e reivindicações, não raramente as pessoas que não estão envolvidas em nenhum dos lados reclamam e causam polêmica. E essas declarações, muitas vezes preconceituosas variam desde o trânsito até os fundos financeiros usados para os eventos. É lógico que em todos os casos há que se ter bom senso de ambas as partes e compreender que transtornos são inevitáveis. Mas aconselho os estressados: é bom se acostumar com isso, pois as marchas já fazem parte do cenário de Joinville.
Transtornos a parte, as marchas são, acima de tudo, uma forma democrática de expor o modo de pensar de um grupo, suas características, seus direitos. Nessas horas é preciso usar o raciocínio e refletir que a sociedade é heterogênea, mas há sim possibilidade de um convívio harmonioso. Uma boa oportunidade para provar isso é prestigiar outra marcha, a que comemora a independência do Brasil, na próxima terça-feira (07), já que, ao menos nessa ocasião Joinville compõe apenas um grande grupo, formado por patriotas e cidadãos brasileiros.
Crédito fotos:
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Gazeta de Joinville

