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Publicado dia 09 de setembro de 2010 por Vitor Krüger
Muitos de vocês podem nem ter ouvido falar no termo, mas já devem estar acostumados a ver o assunto que vou apresentar aqui hoje. Desenhos, imagens, pichação ou “pedaços de pano” enrolados em obeliscos. Descrito pela maioria das pessoas com um nome diferente, essas “coisas” que aparecem da noite pro dia nos muros, caixas de energia, semáforos praças e outros locais públicos tem nome: intervenções urbanas.
Elas estão por toda a parte, dos bairros mais distantes ao centro da cidade, onde são vistos em maior número. Mas para que isso serve? Esses movimentos artísticos relacionados a intervenções visuais basicamente servem para que artistas contemporâneos mostrem seu trabalho – geralmente em espaços degradados ou abandonados da cidade -, recriem paisagens e principalmente se comuniquem por intermédio da sua arte.
Na maioria das vezes aqueles “desenhinhos” contam uma história ou ainda, tentam persuadir sobre determinado assunto, basta interpretar. Mais que apenas particularizar lugares, a linguagem das intervenções instala-se como instrumento crítico para elaboração de valores e identidades, referindo-se a aspectos da vida nos grandes centros urbanos. E essa característica comunicacional é a linha tênue que diferencia intervenção de pichação. Ao invés de depredar o público e apenas delimitar território por conseguir sujar a parede ou viaduto mais alto, as intervenções agregam beleza, expõem arte sem distinção e transmitem uma idéia. E esse ideologismo é o principal objetivos de elas existirem.
Tais valores são criticados por pessoas que desconhecem a prática e consideram intervenções como uma forma de vandalismo. Opiniões se dividem desde que o movimento, nascido por volta dos anos 60 nos Estados Unidos, foi trazido para o Brasil cerca de 10 anos depois. Inicialmente vinculado ao público underground, foi ganhando forma com o decorrer dos tempos, se estruturando nas grandes capitais e agora em menor escala, mas já presente no nosso cotidiano.
Inspiradas no Futurismo e na Bauhaus as intervenções não possuem um padrão. Assim como a criatividade humana, elas são da forma e do tamanho que a imaginação do criador permitir: desde pequenas inserções com adesivos (stickers) até grandes instalações artísticas.
Em Joinville raramente encontramos as grandes, mas o grafite, os stencils, e os stickers se proliferam a cada dia. Basta prestar um pouco de atenção e ver que o cenário do seu trajeto de ônibus ou a vista do seu escritório no 15º andar de um edifício central muda toda dia. Aí você vai começar entender ou ao menos tentar interpretar o que essa forma de arte quer passar para sociedade. Ou seja, todos nós.
As imagens retratadas na coluna hoje contém alguns stickers de Joinville, mas voltaremos a falar nos próximos meses sobre stencil, grafite e outras formas de arte que caracterizam as intervenções. Aguarde!!
Quer saber mais sobre as Intervenções Urbanas, visite o blog Cotidiano
