Dança Joinville
Publicado dia 12 de julho de 2011 por cotidianojoinville
Há quase 3 décadas a cena se repete. A dança e os bailarinos invadem a cidade no mês de julho, com suas coreografias e convicções. Mas afinal, à quem interessa e para que serve o Festival de Dança?
Há quem diga que é um orgulho para a cidade, há aqueles que enxergam nele a chance de realizar seus sonhos, outros contudo, vêem no festival uma renda extra no meio do ano. Mas exceto os bailarinos, um pequeno grupo de burgueses, outra meia dúzia de pessoas ligadas à cultura e muitos, mas muitos políticos, que benefícios o maior evento de dança no mundo traz para a população de Joinville?
A resposta é poucos, eu mesmo diria que praticamente nenhum. Além de um pouco de entretenimento e cultura, consegue alguma visibilidade em uma ou duas matérias no Jornal Hoje e com sorte um vivo na Ana Maria Braga. Já, por outro lado, o que mais se percebe são transtornos: ônibus lotados, trânsito caótico, adolescentes gritando no meio da rua e por vezes depredação a obras públicas.
Longe de mim denegrir a imagem do Festival de Dança, eu mesmo já garanti 4 ingressos das noites competitivas, mas quero atentar para o fato de que, entra ano e sai ano e Joinville é a mesma cidade dos operários e da dança.
Joinville é mais. Joinville merece mais.
É preciso quebrar esse estereótipo e ser sim, a cidade dos operários e da dança, mas também a cidade da tecnologia, do Cachoeira despoluído, dos elevados, do custo de vida mais baixo, das ciclovias, dos parques, dos shows internacionais, com menos drogas, menos greves e mais lixeiras nas ruas.
Enquanto o Festival de Dança tirar o holofote da interminável greve da educação, confusões e expulsões na Câmara de Vereadores, e má distribuição das verbas estatais que permanecem concentradas na região de Florianópolis, os bailarinos saltam, a banda passa e Joinville dança, literalmente.
Obs..
Os próximos posts serão sobre o Clima e a Arte do Festival de Dança.
Esses sim valem a pena.



