Cotidiano Joinville

por Vitor Krüger

Onde a vaca vai…o público aprecia!

Publicado dia 09 de outubro de 2011 por cotidianojoinville

Imagine uma exposição de arte pública internacional, formada por esculturas de vacas em fibra de vidro, decoradas por artistas locais e distribuídas pelas cidades, em lugares públicos, como estações de ônibus, avenidas importantes e parques. Essa é a CowParade.

A CowParade teve sua primeira edição em 1998, na cidade de Zurique, Suíça, dedicada a propagar a democratização da cultura. Em 2005 o Brasil foi o primeiro país da América Latina a abrigá-la, seguido pela Argentina. Em seus treze anos de sucesso e promovida em mais de sessenta cidades, entre elas: Nova Iorque, Londres, Paris, Chicago, Milão, Dublin, Tóquio, Cidade do México, Estocolmo, Buenos Aires e São Paulo, a CowParade foi apreciada por mais de 150 milhões de pessoas ao redor do mundo. Após a exposição, as vacas são leiloadas e a renda é destinada a instituições de caridade, por conta de caráter assistencial. Desde que começou, a exposição já movimentou milhões de dólares.

A invasão das vacas em Santa Catarina acontece daqui um mês. Em novembro, o estado recebe pela primeira vez a mostra e os artistas já estão caprichando na decoração. Ao todo 7 cidades catarinenses receberão as obras: Joinville, Florianópolis, Blumenau, Balneário Camboriú, Lages, Criciúma e Chapecó, compondo o maior evento de rua que o estado já viu.

Organizada pela Labbo Negócios Digitais e com promoção do Diário Catarinense, a CowParade SC conta com uma série de empresas comprometidas com a exposição. Os espaços de apresentação serão públicos e de acesso gratuito. A exposição será de 9 de novembro a 27 de janeiro de 2012 e o leilão beneficente das obras está marcado para 25 de fevereiro de 2012

Juarez Machado

Ao ser convidado para participar do evento, Juarez Machado decidiu que prestaria uma homenagem a Joinville e outra a Florianópolis, pintando duas vacas para as respectivas cidades. O artista, que nasceu em Joinville, é conhecido em todo o mundo pelo seu trabalho. Atualmente, mora em Paris, na França, e dedica-se à pintura, escultura, desenhos, caricaturas, fotografia e literatura.

Fotos: http://www.cowparadesc.com.br/site/

Postado ás 22h08
 

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Publicado dia 09 de setembro de 2010 por Vitor Krüger

Muitos de vocês podem nem ter ouvido falar no termo, mas já devem estar acostumados a ver o assunto que vou apresentar aqui hoje. Desenhos, imagens, pichação ou “pedaços de pano” enrolados em obeliscos. Descrito pela maioria das pessoas com um nome diferente, essas “coisas” que aparecem da noite pro dia nos muros, caixas de energia, semáforos praças e outros locais públicos tem nome: intervenções urbanas.

Elas estão por toda a parte, dos bairros mais distantes ao centro da cidade, onde são vistos em maior número. Mas para que isso serve? Esses movimentos artísticos relacionados a intervenções visuais basicamente servem para que artistas contemporâneos mostrem seu trabalho – geralmente em espaços degradados ou abandonados da cidade -, recriem paisagens e principalmente se comuniquem por intermédio da sua arte.

Na maioria das vezes aqueles “desenhinhos” contam uma história ou ainda, tentam persuadir sobre determinado assunto, basta interpretar. Mais que apenas particularizar lugares, a linguagem das intervenções instala-se como instrumento crítico para elaboração de valores e identidades, referindo-se a aspectos da vida nos grandes centros urbanos. E essa característica comunicacional é a linha tênue que diferencia intervenção de pichação. Ao invés de depredar o público e apenas delimitar território por conseguir sujar a parede ou viaduto mais alto, as intervenções agregam beleza, expõem arte sem distinção e transmitem uma idéia. E esse ideologismo é o principal objetivos de elas existirem.

Tais valores são criticados por pessoas que desconhecem a prática e consideram intervenções como uma forma de vandalismo. Opiniões se dividem desde que o movimento, nascido por volta dos anos 60 nos Estados Unidos, foi trazido para o Brasil cerca de 10 anos depois. Inicialmente vinculado ao público underground, foi ganhando forma com o decorrer dos tempos, se estruturando nas grandes capitais e agora em menor escala, mas já presente no nosso cotidiano.

Inspiradas no Futurismo e na Bauhaus as intervenções não possuem um padrão. Assim como a criatividade humana, elas são da forma e do tamanho que a imaginação do criador permitir: desde pequenas inserções com adesivos (stickers) até grandes instalações artísticas.

Em Joinville raramente encontramos as grandes, mas o grafite, os stencils, e os stickers  se proliferam a cada dia. Basta prestar um pouco de atenção e ver que o cenário do seu trajeto de ônibus ou a vista do seu escritório no 15º andar de um edifício central muda toda dia. Aí você vai começar entender ou ao menos tentar interpretar o que essa forma de arte quer passar para sociedade. Ou seja, todos nós.

As imagens retratadas na coluna hoje contém alguns stickers de Joinville, mas voltaremos a falar nos próximos meses sobre stencil, grafite e outras formas de arte que caracterizam as intervenções. Aguarde!!

Quer saber mais sobre as Intervenções Urbanas, visite o blog Cotidiano

Postado ás 03h01
 
 

Cotidiano Joinville . por Vitor Krüger

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