Herança Imperial
Publicado dia 09 de dezembro de 2010 por Vitor KrügerRodeada por galerias de lojas, construções embargadas e prédios depredados se encontra o símbolo do que um dia foi o poderio e glamour da época imperial. Produzida para ser o jardim e o caminho de entrada de um palácio, a Rua das Palmeiras já teve seu dia de glória e passa hoje por uma fase que inspira cuidados.
Vindas do Rio de Janeiro em 1873, as 52 mudas de palmeiras demoraram algum tempo para se tornar o cartão postal da cidade de Joinville. Plantadas no jardim de entrada do Palácio dos Príncipes – atual Museu do Imigrante – a exuberância das palmeiras até hoje impressiona e, desde 1982, as árvores pertencem ao Patrimônio Histórico Nacional |SPHAN|.
Com o passar dos anos, construções foram comprimindo a rua de palmeiras imperiais e a urbanização passou a competir com a grandeza da alameda. Ocorre que, a pressa, o barulho do trânsito, a aglomeração de pessoas na calçada e a presença de vendedores ambulantes em dias de semana fazem com que hábitos corriqueiros desvie a atenção das pessoas do local.
Sem um projeto de revitalização à vista, a paisagem também composta por flores e pelo obelisco da princesa Dona Francisca perde a oportunidade de se transformar em um local mais agradável e versátil para o joinvilense apreciar. Contudo, mesmo sem essas melhorias, esta parte do centro da cidade ainda é o principal ícone de Joinville. Dez em cada dez turistas que passam por ali não economizam flashs e levam a imagem da Rua das Palmeiras para os quatro cantos do país e do mundo.
Atualmente, ocorre uma redescoberta gradativa da Rua das Palmeiras pelos joinvilenses. Nos finais de semana principalmente, é comum encontrar nela diversas tribos reunidas. Rockeiros, artistas, grupos evangélicos, casais de namorados, entre outros compartilham a sombra das palmeiras. Descasos a parte, a imponência da antiga Alameda Brüstlein permanece e, de forma democrática, também te convida a separar uma hora do seu dia para aliviar o stress, namorar um pouco ou levar seus filhos até lá, para contá-los uma parte da história de Joinville onde ela realmente aconteceu.
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Alameda Brüstlein
Frederico Brüstlein é um dos personagens centrais da história de Joinville. Ele nasceu em Mulhouse, Alsácia, então pertencente a França. Filho de Pierre e Catarina Brüstlein veio para Joinville em 1865, como procurador do príncipe de Joinville e do duque de Aumale.
Foi Brüstlein quem mandou construir o Palácio dos Príncipes, que hoje abriga o Museu de Imigração, passando a morar nele. Ele naturalizou-se brasileiro, ingressou no Partido Conservador e se elegeu deputado provincial. Foi presidente da Câmara Municipal de Joinville, diretor da colônia Dona Francisca e coordenou o plantiu das palmeiras imperiais da famosa alameda.
Respectivamente
Antiga Palmenalle - 1890
Via central alargada e delimitada – 1910
Respectivamente
Rua das Palmeiras – 1960
Alameda Brüstlein desde o dia 15 de novembro de 1973

