Cotidiano Joinville

por Vitor Krüger

E agora com vocês …

Publicado dia 08 de agosto de 2011 por cotidianojoinville

Definitivamente a música nacional descobriu Joinville. Não muito distante era necessário um grande empenho para trazer meia dúzia de atrações nacionais para a cidade. Lembro-me perfeitamente de algumas promoções de raras danceterias ou ainda um evento como o Joinville Mundo Pop que não reunia muita gente.

Entretanto este ano particularmente houve uma mudança na cultura das casas da cidade e os eventos tradicionais passaram a investir mais na música e acreditar no público joinvilense e da região. Ponto pra cidade que tem espaço pra todo tipo de ritmo e lota os shows que tem acontecido.

Falta agora a música internacional chegar até nós.  A população agradece.

 

Para relembrar:

 

|| 31|03 Wanessa ||

|| 02|04 Reino Fungi ||

|| 09|04 Zé Ramalho ||

|| 14|04 Ney Matogrosso ||

|| 20|04 Chitãozinho e Xororó.||

|| 29|04 Cachorro Grande ||

|| 21|05 The Mad Mavericks & G.L.A.D ||

|| 28|05 Ja Rule ||

|| 03|06 Leci Brandão ||

|| 17|06 Raimundos ||

|| 18|06 Men At Work ||

|| 18|06 Chimarruts e MV Bill ||

|| 29|06 Milionário & José Rico ||

|| 02|07 Roupa Nova ||

|| 02|07 Banda Gentileza ||

|| 08|07 Ivete Sangalo ||

|| 15|07 Exaltasamba ||

|| 22|07 Preta Gil ||

|| 04|08 Almir Sater

 

Para se agendar:

 

|| 11|08 Rodolfo Abrantes ||

|| 12|08 Titãs ||

|| 12|08 Belo ||

|| 13|08 Nando Reis ||

|| 25|08 Maria Rita ||

|| 26|08 Paralamas do Sucesso ||

|| 02|09 Fernando e Sorocaba ||

|| 17|09 Luan Santana ||

Em outubro especula-se que Paula Fernandes se apresenta por aqui.

Postado ás 23h23
 

Que venha o Trigésimo

Publicado dia 31 de julho de 2011 por cotidianojoinville

Mais um Festival de Dança se despede, deixando saudade e consagrando talentos. A noite dos Campeões emocionou e estampou no rosto do joinvilense aquele orgulho de ser daqui. O destaque vai para a Academia de Dança Corpo Livre e principalmente para o grupo revelação Germano Timm, que surpreendeu e compôs um verdadeiro espetáculo no palco do Centreventos no segmento Danças Urbanas.

Outro ponto relevante deste festival foi a acessibilidade para portadores de deficiência, bem como o PedalTur, que trouxe a grande novidade no que diz respeito a locomoção e lazer: o cicloturismo, que ampliou as atividades oferecidas a turistas e a toda comunidade local.

Parabéns a todos os participantes e que venha o próximo.

Foto: ND Online

Postado ás 18h49
 

Abram as cortinas, o festival chegou!

Publicado dia 19 de julho de 2011 por cotidianojoinville

Nos próximos dias Joinville ficará um pouco mais leve. As ondas sonoras que embalam mais de 6000 dançarinos invadirão a cidade. Pela 29ª vez, a pressa poderá esperar 10 minutinhos para acompanhar ao menos uma apresentação dos pés surrados, escondidos por belas sapatilhas.  O Festival de Dança de Joinville, o maior e mais conceituado evento do gênero no país começa oficialmente quarta-feira 20, mas já está presente, no clima receptivo da cidade.

Reconhecido internacionalmente por sua qualidade, em sua existência já recebeu artistas renomados e aproximadamente 5.000 grupos de dança. Todo mês de julho é assim. Nos dias do festival a cidade não pára. Moradores, visitantes e bailarinos compõem cenários cada vez mais alternativos e sempre conseguem uma sinergia entre palco e plateia, contagiando os quatro cantos da cidade com suas diferentes culturas e sua arte em forma de dança.

Brindemos o som, a vida, a dança.

Bem-vindos ao 29º Festival de Dança de Joinville

 

Postado ás 01h07
 

Dança Joinville

Publicado dia 12 de julho de 2011 por cotidianojoinville

Há quase 3 décadas a cena se repete. A dança e os bailarinos invadem a cidade no mês de julho, com suas coreografias e convicções. Mas afinal, à quem interessa e para que serve o Festival de Dança?

Há quem diga que é um orgulho para a cidade, há aqueles que enxergam nele a chance de realizar seus sonhos, outros contudo, vêem no festival uma renda extra no meio do ano. Mas exceto os bailarinos, um pequeno grupo de burgueses, outra meia dúzia de pessoas ligadas à cultura e muitos, mas muitos políticos, que benefícios o maior evento de dança no mundo traz para a população de Joinville?

A resposta é poucos, eu mesmo diria que praticamente nenhum. Além de um pouco de entretenimento e cultura, consegue alguma visibilidade em uma ou duas matérias no Jornal Hoje e com sorte um vivo na Ana Maria Braga. Já, por outro lado, o que mais se percebe são transtornos: ônibus lotados, trânsito caótico, adolescentes gritando no meio da rua e por vezes depredação a obras públicas.

Longe de mim denegrir a imagem do Festival de Dança, eu mesmo já garanti 4 ingressos das noites competitivas, mas quero atentar para o fato de que, entra ano e sai ano e Joinville é a mesma cidade dos operários e da dança.

Joinville é mais. Joinville merece mais.

É preciso quebrar esse estereótipo e ser sim, a cidade dos operários e da dança, mas também a cidade da tecnologia, do Cachoeira despoluído, dos elevados, do custo de vida mais baixo, das ciclovias, dos parques, dos shows internacionais, com menos drogas, menos greves e mais lixeiras nas ruas.

Enquanto o Festival de Dança tirar o holofote da interminável greve da educação, confusões e expulsões na Câmara de Vereadores, e má distribuição das verbas estatais que permanecem concentradas na região de Florianópolis, os bailarinos saltam, a banda passa e Joinville dança, literalmente.

Obs..

Os próximos posts serão sobre o Clima e a Arte do Festival de Dança.

Esses sim valem a pena.

Postado ás 00h19
 

Desligue o carro, mas fique ligado

Publicado dia 22 de junho de 2011 por cotidianojoinville

Devido ao caos que se transformou o trânsito nas grandes cidades, onde é quase impossível encontrar uma vaga para estacionar, há uma estimativa de que parar em local irregular talvez seja o tipo mais comum de multa. Inventam-se dezenas de vagas especiais em frente a bancos, farmácias, hotéis, repartições públicas, e o condutor que já paga IPVA, IPTU e dezenas de outros impostos, acaba tendo que pagar também para ocupar uma mera vaga, estacionando seu carro.

O sistema de fiscalização funciona com uma eficiência incrível, multando sistematicamente. Só que o condutor nem sempre está errado: as placas de proibição de estacionamento muitas vezes não existem ou estão corroídas, as pinturas desgastadas do meio-fio sempre deixa em dúvida se é amarela ou branca, e muitos comerciantes ainda rebaixam ou pintam de amarelo toda a frente de seus estabelecimentos, reservando para seus clientes a área de estacionamento sem ter qualquer autorização da prefeitura. Enquanto isso a Conurb entra em cena.

Outro ponto a ser questionado é o chamado serviço de estacionamento regulamentado, a chamada zona azul em Joinville, que em tese serviria para aumentar a rotatividade dos automóveis estacionados no centro das cidades. Só que na prática só serve mesmo para aumentar a arrecadação das prefeituras e empresas administradoras do sistema, que cobram salgadas tarifas por um serviço que não traz retorno algum. Isso contraria o Código de Defesa do Consumidor, pois existe a cobrança de um serviço sem qualquer tipo de garantia, seu carro pode ser roubado ou avariado e o prejuízo é só seu. Em shoppings, bancos ou estacionamentos particulares você tem a garantia legal de reembolso por prejuízos causados, só que em áreas do chamado estacionamento regulamentado, as prefeituras lhe negam esse direito. E ainda existem os famosos flanelinhas que praticam extorsão na frente das autoridades sem que nenhuma providência seja tomada, é só parar o carro e logo chega um flanelinha e um fiscal do sistema para levar seu dinheiro.

Os dois lados da moeda

Independente da situação é preciso compreender que os fiscais da área azul estão exercendo seu trabalho e não é tratando mal que as coisas vão se resolver, já que as trabalhadoras estão no sol ou chuva, na maioria das vezes correndo riscos.

Na semana passada, uma desatenção causou um acidente. A fiscal da área azul Pabyla Dayara Machado de 18 anos, foi atropelada por um táxi.  Segundo o motorista José Augusto Tavares, ela tentava atravessar a rua Doutor João Colin, na esquina com a rua Lages fora da faixa de pedestres. De acordo com o motorista, que seguia pela última faixa, havia um congestionamento nas demais pistas. Tavares tentou segurar o caro, mas não houve tempo. Fora o susto a moça passa bem.

Mas mesmo tendo respeito com os fiscais é bom ficar de olho no seu direito de cidadão, pagador de impostos.

 

Fonte: A Notícia

 

Postado ás 02h13
 

Queda de braços

Publicado dia 31 de maio de 2011 por cotidianojoinville

O cenário que há aproximadamente um mês faz parte do cotidiano da maioria dos joinvilenses parece estar longe de ter um desfecho. Enquanto uns cruzam os braços, outros trabalham em dobro pra poder dar conta da jornada dupla, sem creche para os filhos ou penando nas filas de atendimento hospitalar que normalmente já é deficitário e agora torna-se caótico.

Funcionários públicos municipais de Joinville entraram hoje, 30|05 na quarta semana de greve. A paralisação já não é mais novidade, mas o agravante é que a Prefeitura mantém a postura de não pagar pelos dias parados. Em outras palavras, quem aderiu ao movimento pode não receber, na sexta-feira 03|06,  parte do salário de maio.

É esperar pra ver.

As greves existem há séculos e podem ser definidas como a cessação coletiva e voluntária do trabalho realizada por trabalhadores com o propósito de obter benefícios, como aumento de salário, melhoria de condições de trabalho ou direitos trabalhistas, ou para evitar a perda de benefícios.

Originalmente, as greves não eram regulamentadas, eram resolvidas quando vencia a parte mais forte. O trabalho ficava paralisado até que ocorresse uma das seguintes situações: ou os operários retornavam ao trabalho nas mesmas ou em piores condições, por temor ao desemprego, ou o empresário atendia total ou parcialmente as reivindicações para que pudessem evitar maiores prejuízos devidos à ociosidade. Atualmente a “Consolidação das Leis do Trabalho |CLT|”, regulamenta e monitora esse tipo de prática.

 

Curiosidade

A palavra greve origina-se do francês grève, com o mesmo sentido, proveniente da Place de Grève, em Paris, na margem do Sena, outrora lugar de embarque e desembarque de navios e depois, local das reuniões de desempregados e operários insatisfeitos com as condições de trabalho. O termo grève significa, originalmente, “terreno plano composto de cascalho ou areia à margem do mar ou do rio”, onde se acumulavam inúmeros gravetos. Daí o nome da praça e o surgimento etimológico do vocábulo, usado pela primeira vez no final do século XVIII.

A ironia é que por aqui as manifestações acontecem também às margens de um rio, se é que o podemos chamar disso, pois nem de longe o Cachoeira pode ser considerado ao Sena.

 

Postado ás 01h15
 

Walville

Publicado dia 10 de maio de 2011 por cotidianojoinville

Se você não tem o hábito de plantar e colher a comida que você come, não costuma ir à feiras de rua, nem fabricar produtos de limpeza para utilizar em sua casa, provavelmente os supermercados fazem parte da sua vida. Muita gente não imagina seu cotidiano sem as grandes redes, abertas até altas horas, com suas prateleiras coloridas e tentadoras recheadas de novas opções.

Não é a toa que a Walmart foi anunciada a maior empresa dos Estados Unidos pela Fortune 500. No Brasil, a gigante americana tem sua representante brasileira entre as dez maiores redes de supermercado do país.

Em Joinville não é diferente. Com dois hipermercados e um super atacado, a Walmart, uma das empresas mais poderosas do mundo, vai invadir os bairros de Joinville também. Com a bandeira “Todo Dia” os supermercados serão implantados no Paranaguamirim, Boehmerwald, Costa e Silva, Comasa e Iririú. A previsão é de que a primeira unidade seja inaugurada em setembro deste ano no Paranaguamirim. Cerca de 100 postos de trabalho direto serão abertos com as inugurações.

Você sabe quão grande é o lugar onde você faz suas compras?

O faturamento combinado das 20 maiores redes supermercadistas do Brasil apresentou um crescimento de 20,1% em 2010, na comparação com o ano anterior, somando R$ 115,8 bilhões, de acordo com o 34º Ranking Abras 2011, elaborado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), em parceria com a Nielsen. O Pão de Açúcar manteve a liderança no ranking das maiores redes supermercadistas do País em faturamento:

 

1. COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUIÇÃO

Apesar do nome ser uma homenagem ao ponto turístico do Rio de Janeiro, o Grupo Pão de Açúcar nasceu em São Paulo no início do século passado, pelas mãos de um imigrante português: Valentim dos Santos Diniz. A maior rede de supermercados do país conta com as marcas Pão de Açúcar, Extra, Compre Bem, Sendas, Assaí e Ponto Frio, que juntas, faturaram no ano passado R$ 36,14 bilhões.

2CARREFOUR COM IND LTDA

O grupo Carrefour veio da França em 1975 para trazer o conceito de hipermercado ao país. Hoje, a rede tem mais de 500 lojas com as marcas Carrefour, Atacadão e Dia. Em 2009, era a maior do país. Neste ano ficou em segundo lugar com o faturamento de R$ 29 bilhões.

3. WALMART BRASIL LTDA

A Walmart Brasil chegou ao Brasil em 1995 com a força de ser parte de uma das maiores empresas em faturamento do mundo. Hoje o grupo atua em 8 estados das regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além do Distrito Federal, com as bandeiras: Walmart Brasil, Big, Bompreço e Hiper Bompreço, Mercadorama, Nacional, Maxxi Atacado, Todo Dia e Sam’s  Club. Em 2010, o grupo Walmart Brasil faturou R$ 22,33 bilhões

4. GBARBOSA COMERCIAL LTDA

A única rede vinda do Nordeste e presente nesta lista nasceu, como a maioria das colegas de ranking, de um empreendimento entre irmãos. Do centro de Aracaju, o GBarbosa se espalhou para a Bahia e Alagoas. Desde 2007, passou a ser comandada pela varejista chilena Cencosud. O grupo faturou quase R$3,5 bilhões no último ano.

5. COMPANHIA ZAFFARI COM. INDÚSTRIA

A CIA Záffari está desde os anos 30 no ramo e hoje conta com os supermercados Záffari e Bourbon Shoppings no Rio Grande do Sul e São Paulo. O simpático esquilo do logo – que tem seção própria no site da companhia – deve ter comemorado o faturamento do grupo de R$ R$ 2,49 bilhões em 2010.

*A rede catarinense Angeloni aparece na 10ª colocação entre as maiores redes de supermercados do país. O Grupo Angeloni que nasceu de uma fiambreria na cidade de Criciúma viu o negócio pequeno, aberto pelos irmãos Angeloni ampliar a cada ano e, em 2010, teve seu faturamento estimado em pouco mais de 1,8 bilhões.

 

Fonte: Estadão

 

Postado ás 23h24
 

A Páscoa nas ruas

Publicado dia 22 de abril de 2011 por Vitor Krüger

Por aproximadamente um mês as ruas de Joinville foram tomadas por um hábito inusitado. Desde o início de abril cerca de 200 pessoas de uma denominação evangélica da cidade tornaram uma cruz de madeira de dimensões consideráveis objeto inseparável. Hostilizada, criticada, elogiada ou no mínimo curiosa, tal mobilização transformou o cotidiano das ruas de Joinville em uma verdadeira via-crúcis.

Para o grupo, mais que um objeto, a cruz de madeira levada a todos os lugares percorridos por eles foi a forma encontrada para chamar a atenção das pessoas e assim ter uma oportunidade de falar sobre Jesus e  relembrar o real significado da Páscoa.

Independente do que cada um acredita, ações como esta demonstram criiatividade e atitude de quem encara o “anormal” pra provar o amor e a fidelidade à algo que acreditam. A ideia que surgiu em 2010 em proporções menores tem tudo para se consolidar e ganhar novas versões nos próximos anos.

Foto: www.aondadura.blogspot.com

Postado ás 19h13
 

O rumo da Gastronômica

Publicado dia 04 de abril de 2011 por Vitor Krüger

Há quatro anos uma idéia começava a sair do papel e se materializava como um dos projetos mais esperados do centro de Joinville. Desde 2007, a rua que passou então a ser batizada de Via Gastronômica sofreu mudanças e encontra-se atualmente quase intransitável para pedestres. O fato é que a lentidão das obras acabam por comprometer o que pretende ser referência de lazer e bem-estar. Buracos nas calçadas, ausência de lixeiras e trânsito lento, são alguns problemas que freqüentadores dos bares e restaurantes da rua aprenderam a conviver no decorrer desse período.

Apesar da demora, empresários da região não deixaram de acreditar no projeto. Ao contrário, passaram a investir mais em seus estabelecimentos aguardando a conclusão das obras de revitalização. E pelo visto, a espera está chegando ao fim. Técnicos da prefeitura convidaram empresários e definiram na semana passada algumas alterações no projeto original, bem como uma data para conclusão da Via.

Entre as novidades está a mudança no sentido de um dos trechos da Visconde de Taunay. Quem estiver na Henrique Meyer poderá optar entre o lado que deseja prosseguir, já na Duque de Caxias não será mais possível converter a direita. Essa mudança possibilitará fluidez no trânsito e servirá principalmente para absorver o fluxo de veículos que passarão pelo local depois que a PUC|PR inaugurar sua unidade onde hoje está a Wetzel. Além do trânsito, as obras abrangem principalmente a construção de calçadas e calçadões, bancos, lixeiras e áreas de travessias para pedestres. As travessias serão elevadas na altura das calçadas e servirão como lombadas.

Teoricamente o projeto é perfeito, na prática um tanto quanto demorado. De acordo com o Ippuj, depois de contratada a empresa o prazo de término é de seis meses. A expectativa é de que até o Natal de 2011 a nova Via Gastronômica seja apresentada aos joinvilenses.

É ver pra crêr.

Foto: A Notícia

Postado ás 00h20
 

160

Publicado dia 09 de março de 2011 por Vitor Krüger

Da gema, paranaense, paulista, carioca, gaúcho, nordestino. A cada dia que passa a Joinville de 160 anos deixa de ser um pouco européia e passa a ser mais cosmopolitana, mais brasileira.

As tradições alemãs arraigadas nos berços tradicionais nunca desaparecerão, e que bom que permanecerão, mas hoje elas dividem espaço com o sertanejo, o rap, o funk, o xote e o forró. Nunca o interior foi tão metropolitano e nunca uma quase metrópole foi tão interiorizada.

Muito se fala em momento político, em má fase, em corrupção de órgãos públicos que comprovadamente abusam de poder, mas democracia está para os fortes. A escolha é feita e as conseqüências são percebidas no passar dos dias, dos anos.

O fato é que Joinville, não deixará de ser Joinville por uma má fase. Porque Joinville somos nós, eu, você e os que estão chegando. Joinville nunca foi um conto de fadas ou príncipes, não é ainda sustentável para dar segurança à suas bicicletas e seus donos. Joinville não vive de dança e nem tudo são flores. Contudo, Joinville é o seu povo, suas histórias, suas conquistas, suas derrotas, seus contrastes.

Joinville é o grande empreendedor e o menino que estende a mão no farol. É a engenharia de ponta e o carrinho improvisado do catador de papelão. É a “máquina” que empurra o PIB do estado, mas que não consegue conquistar nenhum elevado em suas vias congestionadas. Joinville é um pólo cultural que não tira seu Teatro Municipal do papel nem atrai shows de grande porte.

Mas o povo da maior cidade de Santa Catarina é guerreiro. Quem toma chuva todos os dias e é capaz de tirar a cidade do anonimato e colocar Joinville por 24 horas no Trending Topics do twitter, será capaz de se conscientizar e educar o próximo para que esses contrastes diminuam. Que nos próximos 10 anos o joinvilense possa conquistar mais que em 160 e mostrar que é sua vez de fazer história, para que no futuro sejamos lembrados como a geração fez o Brasil acreditar que Joinville realmente é a verdadeira capital.

Parabéns Joinville, parabéns joinvilenses #joinville160anos

*Foto: Sasse Fotografia

Postado ás 15h49
 
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Cotidiano Joinville . por Vitor Krüger

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