Águas de Joinville
Publicado dia 19 de agosto de 2010 por Vitor Krüger
Não, eu não estou falando da companhia de saneamento da cidade. Não, eu não estou me referindo ao Cachoeira e seus afluentes e, definitivamente não, eu não estou comentando sobre a beleza da Baía da Babitonga. Escrevo hoje, para falar sobre o fenômeno natural que dificilmente não dá as caras, pelo menos uma vez ao dia em Joinville. Seja na forma de garoa, aguaceiro ou temporal, a chuva sem dúvidas faz parte do cotidiano do joinvilense.
Há quem deteste, pelos riscos de acidentes, pelas roupas do varal que não secam, pelo mau humor por ter que levantar cedo e não poder aproveitar aquele barulhinho convidativo ao sono. Já, em menor escala, há os que amam, por ver na chuva a oportunidade de curtir uma sessão de cinema em casa, pelo desenvolvimento das plantas na agricultura, pela paisagem cinza européia, etc. Independente da ocasião fica a pergunta: Por que chove tanto aqui?
Ocorre que, por Joinville se localizar em um vale entre o mar e a serra, as nuvens não conseguem ultrapassar o muro geológico, de modo que elas têm que se aliviar aqui mesmo. As vezes com mais, as vezes com menos intensidade, mas ela geralmente está presente. E essa freqüente ocorrência faz com que Joinville seja nominada por muitos de forma irônica como “Chuville”, “Chovinville” ou a “primeira chuva à esquerda”, para quem vem na 101 sentido Norte – Sul.
É evidente que alguns transtornos ocorrem com a chuva, mas como não há forma de impedir a natureza, o segredo para não se estressar é tratar disso com prudência e bom humor. É fácil estar preparado. Atualmente, as estações meteorológicas conseguem prever com precisão as chuvas, pois observam as imagens de satélites que mostram a posição e o deslocamento das massas de ar. Mas mesmo com tanta tecnologia, deixo um conselho dos nativos para os que chegam agora em Joinville: tenha sempre um guarda-chuva por perto, você pode precisar dele na hora que menos espera.
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Que tipo de chuva cai hoje?

