Território sem Lei
Publicado dia 22 de abril de 2012 por cotidianojoinvilleAlgo está errado. Não é possível conviver passivamente vendo cenas como as da foto ou ler notícias da cidade com toques de covardia, dignas da época da inquisição e ficar de braços cruzados.
É fato que o consumo e o tráfico de drogas existem em todos os lugares e é algo praticamente incontrolável. Mas não dá pra ser conivente com tais práticas a luz do dia, principalmente quando representam perigo à sociedade.
A imagem acima é a prova de que os pontos de droga estão cada vez mais visíveis em Joinville. Uma casa abandonada em frente à Arena é um dos pontos de drogas mais frequentados da cidade atualmente. Todos os dias, dezenas de usuários são vistos consumindo drogas ali. Durante a noite a movimentação é maior, mas a prática tem se intensificado também a luz do dia.
E este é apenas mais um ponto, os bairros estão enfestados de lugares como esse, ou piores. Um mapeamento feito pela Polícia Militar em 2011 levantou mais de 170 pontos de venda de drogas em imóveis, onde foram registradas ocorrências relacionadas ao tráfico em Joinville. Após a descoberta do novo “point” do bairro Bucarein pelo grupo, assaltos a estabelecimentos nas proximidades passaram a ser mais frequentes.
Alguém tem dúvidas se há alguma ligação? E como conter uma população que convive com isso e assiste a negligência de quem pode fazer alguma coisa? E a quem culpar ou acusar quando as vítimas se tornam vilões? E quando o direito pela segurança é capaz de fazer alguém se sentir no direito de fazer (in)justiça com as próprias mãos?
Falo isso, me referindo a notícia que embrulhou meu estomago a semana toda, quando li sobre o caso do grupo de moradores do Jardim Sofia que covardemente decepou a mão de um jovem de 18 anos por ser suspeito de furtos naquele bairro. Furtos esses provavelmente efetuados para alimentar o mesmo vício.
Desconheço essa Joinville onde trogloditas tentam punir o mal com crueldade e sangue frio. Onde ao invés de estender a mão a quem precisa de ajuda as tiram, literalmente. Não estou isentando a culpa de quem comete erros. Se errou deve sim pagar, mas não a golpes bárbaros.
Até onde vai isso? A quem recorrer?
Sim, nosso cotidiano já foi mais seguro e menos transgressor.










