O 13º Batalhão de Caçadores de Joinville na tomada de Itararé

por Rafael José Nogueira - 28 de abril de 2017

  1. Apresentação

Antes de se chamar 62º Batalhão de Infantaria, o nosso batalhão chamava-se 13º Batalhão de Caçadores e se envolveu diretamente em um dos eventos mais famosos da história do Brasil: a tomada de Itararé em outubro de 1930 durante o movimento que levou Getúlio Vargas ao poder. Confira!

 

  1. As movimentações

Depois de se envolver nos conflitos do dia 10 de outubro em Joinville e tomar a cidade – além de outras como: Porto União, União da Vitória, Mafra, Hansa, Jaraguá do Sul e outras – o batalhão seguiu atuando e foi designado que partisse para a cidade de Jaguariahyva. O jornal Correio de Joinville de 15 de Outubro comenta sobre a partida: “O valoroso 13º B.C sob o comando do capitão Alexino, embarcou ante-hontem á noite, para a cidade de Jaguariahyva, na fronteira dos Estados de Paraná e S. Paulo. Essa unidade de guerra está encarregada de guarnecer a retaguarda da coluna gaúcha, que está operando naquela fronteira.” (CORREIO DE JOINVILLE, 15 De Outubro de 1930). Nos documentos oficiais do batalhão em seu boletim diário do dia 16 de outubro já em Jaguariahyva relata como foi a viagem:

Conforme estava determinado; O Batalhão embarcou na cidade de Joinville, em trem especial militar, partindo ás 0,25 hs. do dia 14, chegando á Rio Vermelho ás 9,30 hs., sendo ahi servido o café, partindo em seguida com destino a Mafra, onde chegou ás 15 horas, – partindo em seguida com destino á Ponta Grossa, onde chegou ás 11 hs. do dia 15, partindo em seguida com destino a esta localidade, onde chegou a 1 hora do dia de hoje (BOLETIM DIÁRIO, Nº 11, 16 de Outubro de 1930).

Em entrevista para o Correio de Joinville Alexinio Bittencourt conta que o batalhão desejava ter uma participação maior no movimento: “Interessei-me então junto Cel. Mendonça Lima no sentido que nos fosse designada uma função mais ativa no movimento com que nos identificáramos. E assim foi que recebemos ordem de partir em direção de Itararé. Embarcamos aqui na madrugada de 14, e fomos parar em Jaguariahyva, incorporando-nos ás forças comandadas pelo General Miguel Costa” (CORREIO DE JOINVILLE, 16 de Novembro de 1930). As informações atestam o que diz o documento oficial do 13º B.C citado e mostram que a oficialidade estava influenciada pelo ideal tenentista como afirmou o Major Plinio Tourinho em seus relatórios ao dizer que os militares joinvilenses eram guiadas pela corrente tenentista. Não houve então apenas uma ordem oficial, mas sim uma vontade de participar de forma mais ampla no levante, norteado pelo ideal tenentista.

Bittencourt fala que em Jaguariahyva houve o batismo de fogo do 13º B.C ao ser atacado por aviões com 22 bombas mortíferas. Pelos boletins diários isso só pode ter acontecido entre a madrugada do dia 16 de Outubro quando o 13º B.C chegou e o começo da tarde desse mesmo dia, quando partiu rumo a Sengés. Um suposto resumo dos resultados dos combates é apresentado pelo Jornal de Joinville em edição do dia 16 de Outubro:

O quartel General revolucionário em Curitiba comunica que em Jaguariahyva foram feitos 140 prisioneiros, inclusive 5 oficiais, sendo apreendidas 9 metralhadoras pesadas e 80.000 cartuchos, além de grande número caminhões com víveres. O efetivo do inimigo era de 1.000 homens, com a moral bastante abatida, comandados pelo Major Agnello e Coronel Sandoval, cujos destacamentos foram completamente aniquilados. (JORNAL DE JOINVILLE, 16 de Outubro de 1930).

O número de prisões e munições é considerável. Esse material possivelmente ajudou de forma mais profunda a tomada de Itararé. O número de soldados inimigos também é apreciável. Levamos em conta que a esta altura recrutar voluntários e reservista era mais difícil devido ao movimento avançar e gerar medo e tensão em que era convocado. O jornal fala em aniquilamento. Creio ser uma metáfora para o abatimento dos ânimos legalistas e não no sentido literal. Seria uma humilhação imposto a esses soldados. Não recordo de um número alto de mortes em Jaguariahyva.

O batalhão escapou ileso do ataque, porém as vítimas teriam sido crianças e idosos. Em Sengés houve novo ataque aéreo, só que dessa vez a tropa estava preparada. Cruzando as informações dos dias acampados em Sengés, esse ataque ocorreu entre 17 e 24 de Outubro.

No boletim número 12 do dia 18 de Outubro, aparece a informação do acantonamento já em Sengés, ainda na fronteira entre Paraná e São Paulo e relata a saída de Jaguariahyva: “Por ordem superior, o Batalhão partio ás 15,30 horas do dia 16, de Jaguariahyva, com destino a esta localidade [Sengés], onde chegou ás 7,30 horas de hontem e acampou.” (BOLETIM DIÁRIO, Nº 12, 18 de Outubro de 1930). O Correio de Joinville de 18 de Outubro também traz a notícia: “Segundo telegrama particular recebido nesta cidade, o valoroso 13º B.C que se encontrava em Jaguariahyva, partiu hoje para a linha de frente, afim de oferecer combate ás forças governistas” (CORREIO DE JOINVILLE, 18 de Outubro de 1930). No dia 17 de Outubro o 13º B.C chega a Sengés. O jornal não conseguiu obter essa informação possivelmente.

 

  1. Plano de ataque a Itararé

Bittencourt (conforme imagem a) nos fala a estratégia da ação, uma vez que as forças legalistas já tinham recuado de Sengés para mais adentro de Itararé, deixando pelo caminho muita munição que foi aproveitado pelos revolucionários. Era a munição segundo ele um dos grandes interesses no desejo de tomar Itararé. Alexinio traz a informação que comandou 1.300 soldados com sua coluna para atacar na retaguarda caso necessitasse. Ele continua dizendo que se somado as outras colunas dos demais destacamento temos o total de 7.844 homens frente aos possíveis 3.000 homens aproximadamente dos legalistas.

A coluna do 13º B.C contava ainda com um esquadrão da cavalaria da Força pública do Paraná e a Seção de Montanha do 5º G.M. Mesmo que ceifasse muitas vidas o plano de tomar Itararé iria continuar depois da ocupação da fazenda Ibity dentro de Itararé. Ele afirma que no dia 22: “partiu a coluna sob o meu comando composta de 1.300 homens, e da qual fazia parte o 13º Batalhão, composta de 1.300 homens, e da qual fazia parte o 13º Batalhão” (CORREIO DE JOINVILLE, 19 de Novembro de 1930).
O boletim diário número 17 do dia 26 de Outubro registra que o batalhão teria saído da vila de Sengés as 16 horas do dia 23.  Há então aqui uma divergência, se foi dia 22 ou 23. A estratégia era atacar Itararé pela retaguarda conforme podemos ver na imagem b. Foi preciso entretanto mudar a rota inicial para evitar ser descoberto pelos inimigos governistas e também por que a frente de defesa dos legalistas era muito grande para ser atacada. Assim o jeito era evitar ser visualizado contornado as linhas de defesa. O terreno que passaram a coluna eram ruins, com montes, sem contar que foi necessário a abertura de picadas. Sempre a marcha era de noite para não serem vistos por aviões na região.

IMAGEM A: Alexino Bittencourt em frente ao quartel do 13º B.C em Joinville. Data: 10 de Outubro de 1930. Fonte: Arquivo histórico de Joinville.

O comandante Bittencourt lembra da dificuldade por conta da chuva e a ajuda dos vaqueanos para que chegassem no dia 25 de manhã no lugar determinado pelo comando, sem falar na dificuldade de atravessar o rio Itararé. Ademais esses três sargentos do 13º B.C relatam que o batalhão fazia parte da coluna do General Miguel Costa, sendo um dos destacamentos, conforme aparece em seus documentos oficiais. A sua missão era entrar pelo lado esquerdo das forças legalistas e assim cortar sua retirada. Chegando a Sengés em 17 de Outubro os militares dizem ter ficado oito dias acampados no Morro do Café oito dias. Os boletins internos do 13º B.C apresentam como sendo de 17 a 23 de outubro o período de acampamento da tropa em Sengés e não cita o Morro do Café. Por ordem superior desfizeram-se de mochilas e outros materiais para acelerar a marcha. Quando já tinham alcançado o Rio Itararé que pode ser visto na imagem b, para adentrar na linha inimiga dominado pelos legalistas e entre morros apertados, acabaram encontrando um vaqueano já relatado acima que além de ser solidário a causa revolucionária, morava há 40 anos na região. É descrito sobre o encontro que: “O velho matuto informou-nos que conhecia um atalho ignorado dos demais então já invadido pelo mato durante aquele tempo todo. O atalho feito por cima da serra foi logo desbravado e por ele poderíamos trilhar sem que o inimigo suspeitasse sequer a nossa marcha.” (JORNAL DE JOINVILLE,18 de Novembro de 1930). Agora com a vantagem de não poderem serem vistos fica mais fácil a missão. Era uma vantagem dupla no novo caminho: a primeira pela invisibilidade e a segunda por ficar a apenas 1 Km do acampamento legalista. Contudo, teriam chegado ao destino previsto a tempo e estavam preparados já no dia 24 a noite para o ataque na retaguarda. O destacamento do Coronel Silva Junior e Batista Luzardo estavam incumbidos de atacar pela vanguarda, já o destacamento de Flores e o destacamento de Alexinio Bittencourt iriam avançar pela retaguarda.

IMAGEM B: Atlas do CPDOC. Mapa representando as posições na divisa entre São Paulo e Paraná, perto de Itararé. Fonte: CPDOC.

O Boletim diário do dia 26 de outubro, fala que as 18 horas no dia 24 a coluna chegou no alto da serra da Palmeirinha ainda em Sengés, onde acamparam e estavam preparados para o ataque como foi dito: “Era o dia 24, já á noite, quando recebi ordem de suspender o ataque. O Cel. Mendonça Lima enviou-me uma ordem nesse sentido.” (CORREIO DE JOINVILLE, 19 de Novembro de 1930). O telegrama pedindo para suspender o ataque segue abaixo:

Telegrama que recebemos de receber do Coronel Góes Monteiro nos traz a notícia, já plenamente confirmada, de que o dr. Washington Luis foi deposto tendo sido instituído um governo provisório na Capital Federal. Mandamos um parlamentar a Itararé intimar o Cel. Paes de Andrade a depor as armas; isso porem em nada altera a ordem de ataque para amanhã continuando portanto de pé a missão que vos foi confiada. Entretanto só atacareis Itararé si ouvirdes o troar do canhão naquela direção, pois pode acontecer que a guarnição daquela cidade obedeça a nossa intimação para render-se incondicionalmente. Logo que entrardes em Itararé mandaremos ao vosso encontro um mensageiro munido de uma bandeiro branca, sinal que podeis marchar para lá sem mais necessidade de combater. Saudações (assig.)Cel. Mendonça. Chefe E.M

 

O recado é claro, só atacar caso houvesse a primeira agressão do lado inimigo. Vemos que os revolucionários sempre se guiavam pela solução conciliatória sem precisar entrar em combate. O deputado gaúcho Glicério Alves, em entrevista para a “Revista do Globo”, fala que se ofereceu para negociar com Paes de Andrade do lado governista. Ele era o parlamentar do telegrama do Coronel Mendonça Lima. Acabou indo com dois acompanhantes, um dos quais era um prisioneiro que aderira à revolução:

Pela madrugada de 25 partimos os três, a cavalo. Na saída, o oficial da Força Pública declara-me que estava convencido de que seríamos metralhados… Como ele devia conhecer bem a sua gente, confesso que aquela declaração causou-me um certo “frio”… A cavalgada foi lúgubre e solene: entre as duas vanguardas não se encontrava viva alma e tinha-se a impressão de que os sons do clarim profanavam aquele enorme silêncio, que “saía” das casas abandonadas, da estrada deserta e da floresta que marginava o caminho, a qual acreditávamos povoada de avantesmas… Caminhávamos silenciosos, ao passo lento dos animais, pois a estrada era quase intransitável, por motivo das últimas chuvas. E assim fomos até as proximidades do rio Itararé, percorrendo uma estrada desconhecida para os três.  

    
Em vez do pior, ao serem vistos já de manhã no dia 25 são levados para conversar com Paes de Andrade, que, intimado a render-se, recusa, mas aceita partir com Alves para negociar com os chefes revolucionários. No fim Alves convenceu Paes de Andrade a se entregar ao argumentar que Washington Luis tinha sido deposto no dia anterior e não havia mais sentido em lutar. Itararé suspirou aliviada.

IMAGEM C: Tomada da ponte em Itararé. É possível que o 13º B.C tenha ajudado. Fonte: BARRETO (2013).

Para o 13º B.C o dia 25 amanheceu tranquilo e registra-se que partiu da serra Palmeirinha pela manhã, passando por Palmeirinha para almoçar, chegando as 23 horas na fazenda Ibity já em Itararé onde ficou acampado. Pela manhã do dia 26 nova marcha atingindo o centro urbano de Itararé. Estava encerrada a missão da coluna de Alexinio Bittencourt que entrou sem dificuldades juntamente com outras forças na cidade de Itararé. Na edição do dia 25 o Correio de Joinville aposta na não participação do 13º B.C, dizendo que ele estava em Sengés. O Filme “Pátria Redimida”. João Batista Groff e W. Fischer diz em sua legenda que o 13º B.C era vanguarda e teria sido a primeira tropa a entrar. As outras fontes quando relacionadas mostram que a legenda pode estar equivocada e que o 13º B.C foi tropa de retaguarda. Quanto a ser a primeira tropa a entrar em Itararé, não se tem muitas informações, senão o boletim diário do dia 26 que afirma ter chegado o batalhão na parte urbana da cidade na manhã desse mesmo dia. O médico Lucidoro Ferreira dos Santos, pelos seus relatos em seu diário nos leva a pensar que ele com o 13º RI de Ponta Grossa, só teriam chegado em Itararé no dia 27 de manhã. A hipótese do 13º B.C ser o primeiro batalhão a entrar na cidade não é absurda deste modo, ainda que os outros destacamentos possam ter entrado antes, já que eram da vanguarda. Uma hipótese e que teriam deixado o 13º B.C entrar primeiro como prêmio por sua participação na campanha de Itararé.

Esse mesmo oficial médico Lucidoro Ferreira dos Santos participando da campanha vitoriosa das tropas getulistas em outubro de 1930, anotou suas observações num pequeno diário de bolso. Em uma de suas passagens cita o 13º B.C:

25 – De manhã incorporei-me na primeira companhia do 13 RI onde aguardava ordens para o ataque na barrreira do Itararé. Lá permaneci até o almoço. Voltei para o acampamento onde soube que o exército legalista havia aderido à revolução, pois estava cercado pela retaguarda pelo 13 BC e pelos gaúchos. Entusiasmos e vivas.

Esta fonte confirma a posição e estratégia de retaguarda do 13º B.C durante todas as movimentações. O comandante Alexino Bittencourt termina o boletim diário número 17 de 26 de Outubro de 1930 fazendo elogios e resumindo o sucesso da missão:

A rendição, sem combate, de Itararé veio ser o epílogo da campanha brilhante em que o 13º Batalhão de Caçadores se empenhou desde o dia 4 de Outubro, acompanhando os anseios do povo brasileiro. Coube-lhe e o historiador do futuro lhe há de fazer justiça – uma das porções mais árduas, umas das posições de mais sacrifício na luta. Deslocando-se incessantemente, vencedor em Joinville, o alto comando incumbiu-lhe do desempenho da missão de avanço sobre o flanco esquerdo de Itararé. Foram três dias e três noites de sacrifícios que a tropa sob meu comando soube vencer, passando em zona dada como intransponível pelo comando adversário. Em consequência, para que fique lembrada a realização de tal missão e como prêmio de esforço a meus camaradas, elogio a todos os oficiais e praças que tomaram parte na aludida marcha pelo estupendo espirito de sacrifício manifestado, pela energia com que souberam vencer todas as dificuldades, pelo estoicismo com que enfrentaram a própria falta de recursos de alimentação e mais ainda pelo destemor com que cumpriram a sua missão não se intimidando diante do inimigo próximo e bem defendido, atitude que só podem ter aqueles que como os oficias e praças do batalhão eram providos pelo mais puro dos ideais. Determino que o elogio acima seja transcrito em caráter nominados os assentamentos de cada um. 

Alexinio Bittencourt

Major Cmt.

 

  1. Considerações finais:

            O nosso batalhão tem muitas histórias para serem contadas. Esse texto é só uma pequena parte de um quadro maior do “treze”. Desde o movimento 1924, passando pelo referido levante de 1930, indo de encontro a revolta constitucionalista de 1932, e a participação no teatro de operações da Itália durante a segunda guerra mundial. Isso só para ficar nas primeiras décadas do século XX. Podemos falar de outras missões que o 13º B.C já com o nome de 62º Batalhão de Infantaria participou e ainda participa inscrevendo seu nome na história do Brasil.

 

  1. Referências

 

Boletins internos (em ordem cronológica):

13º BC. Acantonamento em Jaguariahyva. BI, n. 11, 16 out. 1930.

13º BC. Acantonamento em Sengés. BI, n. 12, 18 out. 1930.

13º BC. Acantonamento em Itararé. BI, n. 17, 26 out. 1930.

Jornal consultado:

CORREIO DE JOINVILLE. Joinville, outubro de 1930. Acervo AHJ;

JORNAL DE JOINVILLE. Joinville, outubro de 1930. Acervo AHJ.

JORNAL DE JOINVILLE. Joinville, novembro de 1930. Acervo AHJ.

80 ANOS DE REVOLUÇÃO – A BATALHA QUE NÃO ACONTECEU. Jornal Correio do Povo, Ano 116, – Nº 9, Porto Alegre, 9 de Outubro de 2010.

COSTA, Paulo José da. UM PEQUENO DIÁRIO DE UM MÉDICO NA REVOLUÇÃO DE 30. Disponível em: http://amemoriadosesquecidos.blogspot.com.br/2014/03/um-pequeno-diario-de-um-medico-na.html. Acesso em: 28 abr. 2017.

 

Link do vídeo do filme “Pátria Redimida”:

https://www.youtube.com/watch?v=mA2Rtd7VlPs

Crédito das imagens:

 

IMAGEM B: CPDOC. Revolução de 30. Disponível em:  http://atlas.fgv.br/marcos/revolucao-de-1930/mapas/itarare-batalha-que-nao-aconteceu Acesso em: 28 abr. 2017.

IMAGEM C: BARRETO, Daniel. A Revolução de 1930 em Itararé através da música. Disponível em: http://www.itarare.sp.gov.br/pmi/wp-content/uploads/2013/11/Mem%C3%B3rias-Novembro.pdf Acesso em: 28 abr. 2017.