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Servidores do município alegam que acordos para fim da greve não foram cumpridos pela Prefeitura de Joinville

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A batalha entre servidores públicos do município e prefeito Carlito Merss (PT) ainda deve provocar muito protesto na cidade. A greve da categoria, que buscava reajuste salarial e melhorias no trabalho, acabou no dia 17 de junho, mas os acordos para o fim da paralisação ainda não foram cumpridos pelo Executivo, segundo o Sindicato dos Servidores do Município de Joinville (Sinsej). Os dois principais pontos de conflito são regulamentação do atestado médico e pagamento de hora extra para funcionários dos prontos-atendimentos.

O desabafo da categoria está explícito em dez outdoors espalhados pela cidade. “Prefeito, respeite o servidor. Cumpra os acordos. Estamos de olho”.De acordo com Ulrich Beathalter, presidente do sindicato, era para o governo ter regulamentado a entrega de atestados médicos – ficou acordado que atestados com até três dias poderiam ser entregues diretamente para chefias sem o servidor precisar enfrentar fila no ambulatório da Prefeitura. “O Executivo diz que não vai conceder”.

Para Ulrich, se a Prefeitura não cumprir até outubro a categoria pode entrar em greve novamente.Em contrapartida, a secretária de Gestão de Pessoas, Márcia Streit, alega que o prazo para cumprir a proposta é de 60 dias. Segundo ela, até o dia 15 de setembro a Prefeitura vai apresentar o novo procedimento. Márcia diz ainda que o Executivo estuda uma forma para conceder a regulamentação. “Vamos deixar a critério do servidor. Ele vai poder levar no laboratório ou direto para a chefia. Às vezes o servidor pode não querer divulgar a sua doença para o chefe”.

Outro compromisso assumido pelo prefeito Carlito Merss durante a greve e que a Prefeitura é acusada de não cumprir é a regulamentação de horas extras para funcionários dos prontos-atendimentos 24 horas. Segundo o sindicato, o governo quer apenas pagar pelos plantões de médicos e dentistas. “Os enfermeiros e outros funcionários também trabalham nos finais de semana”.

Já Márcia Streit afirma que os enfermeiros e outros funcionários trabalham por escala e já ganham adicional noturno e adicional quando passa de sete dias de trabalho. “Isso já está regulamentado”.“Nenhum item foi cumprido pela Prefeitura”, enfatiza Ulrich. Para ele, o governo de Carlito Merss tenta colocar na cabeça do servidor que o sindicato não tem força. “A Prefeitura aposta forte na tentativa de dissolver a categoria”, finaliza.

 
 

 
 

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