Bolshoi se apresenta em Brasília e pode ser recebido por Michel Temer
03/05/2011
Esta semana, Brasília recebe a Escola de Teatro Bolshoi no Brasil para a apresentação do espetáculo “Grande Suíte do Ballet Don Quixote”. A apresentação será no dia 5 de maio, às 20h30, no Teatro Nacional – Sala Villa Lobos. Antes do espetáculo, a convite do deputado federal Mauro Mariani (PMDB/SC), na quarta-feira (4 de maio) o vice-presidente da República, Michel Temer, pode receber o presidente do Instituto da Escola Bolshoi no Brasil, Valdir Steglich, e o supervisor da escola, Pavel Kazarian, quando lhe será formalizado o convite para prestigiar ao espetáculo.
Em março, Mauro Mariani, em reunião com Michel Temer, falou ao vice-presidente da importância da dança para Joinville, cidade que é a única fora da Rússia com uma filial da renomeada Escola Bolshoi. Na ocasião, se pré-agendou a audiência com os representantes da escola para apresentá-la, mostrar seus projetos e convidar o vice-presidente para o espetáculo em Brasília. “Já em março pude iniciar uma conversa com Michel Temer sobre a importância e a grandeza da escola, principalmente para os joinvilenses, cidade reconhecida mundialmente por realizar o Festival de Dança. Este é um projeto que acima de tudo tem sua importância social, é uma escola que através do ensino de qualidade proporciona futuro mais digno para muitos jovens e crianças brasileiros, é justo que se tenha o reconhecimento e o apoio por parte do Governo”, ressalta Mauro Mariani.
Para o espetáculo “Grande Suíte do Ballet Don Quixote”, a Escola Bolshoi leva para Brasília um elenco composto por 90 alunos, bailarinos e professores. É a terceira vez que a instituição se apresenta na capital do Brasil, mas a primeira com um balé de repertório. A escola do Teatro Bolshoi de Moscou, no Brasil, completou, em março deste ano, onze anos desenvolvendo arte e cultura. Em 2011, conta com 283 alunos, de 14 estados brasileiros, sendo 95% destes bolsistas. Com três mestres russos e dez brasileiros, a instituição qualifica bailarinos para o mercado profissional, democratizando o acesso à arte através de diversas atividades culturais.
Sobre o espetáculo
Don Quixote é um balé envolvente, com teatralidade e de música vibrante, onde o público vive as emoções da obra como se fosse um dos personagens. A versão coreográfica apresentada pela Escola Bolshoi, é resultado do trabalho do bailarino e coreógrafo russo, Vladimir Vasiliev, eleito “bailarino do século” pela UNESCO. Além de preservar a abundância e a diversidade da dança, Vasiliev ensinou aos alunos do Bolshoi não apenas os detalhes técnicos, mas também que, para ser um verdadeiro bailarino, não basta apenas dançar com o corpo, é preciso dançar com a alma.
A história de Don Quixote
Na “Grande Suíte do Ballet Don Quixote”, com nova versão coreográfica de Vladimir Vasiliev, Kitri e Basílio, protagonistas da obra, vivem uma intensa história de amor, heroísmo e ilusão, com traços hispânicos marcantes.
Kitri e o pobre barbeiro Basílio enganam o rico Gamach, noivo da heroína, com quem Lorenzo, seu pai, a força se casar. Com a ajuda de Don Quixote, nobre cavalheiro, e Sancho Panza, seu fiel escudeiro, os apaixonados Kitri e Basílio se casam numa grande festa em Barcelona.
“Don Quixote”, de Marius Petipa, nasceu em Moscou em 1869, quando o coreógrafo francês selecionou algumas partes da novela de Miguel de Cervantes e fez um libreto e coreografias com a música virtuosa de Ludwig Minkus para a produção no Teatro Bolshoi, em Moscou.
Petipa conhecia bem a Espanha e as danças espanholas, portanto, no seu “Don Quixote” reviveu o espírito da Espanha, a brilhante teatralidade das multidões dançando nas praças de suas cidades, cheias de luminosidade solar e em tavernas sob a luz das estrelas da Europa meridional.
Alexander Gorsky, aluno de Petipa produziu novamente este balé em 1900, quando indicado para dirigir o Balé Bolshoi. A produção obteve tal sucesso que existe até hoje com pequenas mudanças na coreografia e direção. Porém, está incluída no repertório da maioria das companhias de dança com fama mundial.
Gorsky conseguiu criar um “Don Quixote” muito democrático, alegre e cheio de cores. O balé sempre foi adorado pelos dançarinos porque mesmo os mais modestos membros do corpo de baile conseguiam pela primeira vez se sentir criadores e co-autores da peça. Cada qual tinha uma tarefa cênica concreta e sob sua discrição ‘criava’ um mini retrato cênico da sua personagem. Este espírito de improvisação dava uma especial originalidade às cenas de multidão em “Don Quixote”. Isso foi o que Gorsky acrescentou a esse balé, e foi o que Vladimir Vasiliev seguiu e desenvolveu mais ainda quando bailarino. Vasiliev deu continuidade a esse trabalho ao produzir a suíte para os alunos da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil.
Informações da Assessoria de Imprensa da Escola do Teatro do Bolshoi no Brasil



