Nossa Joinville

 
 

Conheça as companhias escolhidas da Mostra Contemporânea

0
 
Alison Felipe
09/04/2010
 

Vários dias – Cláudia Müller – “Dança Contemporânea em Domicílio”
Anúncios oferecem a possibilidade de encomendar o “produto”. Basta telefonar e solicitar cinco minutos de dança contemporânea. Com este mote, Cláudia Müller “entrega” a dança onde ela não é esperada. Qualquer pessoa pode solicitar gratuitamente “Dança Contemporânea em Domicílio” em qualquer lugar que queira através do telefone. O sentido desta experiência consiste em realizar uma performance nômade que ocupa um espaço-tempo e se dissolve para se re-fazer em outro lugar e momento antes de ser impedida ou rotulada.
 
Dia 22 – Grupo Grial de Dança – “Castanha Sua Cor”
Criado em 1997 por Ariano Suassuna e Maria Paula Costa Rêgo, o Grupo Grial de Dança apresenta “Castanha Sua Cor” no 28° Festival de Dança de Joinville. “Castanha Sua Cor” é uma maneira poética e abstrata de adentrar no subterrâneo da cultura brasileira. Esse subterrâneo que nos leva aos tempos remotos possibilitar reencontros com nossos mitos atuais e uma compreensão da nossa personalidade e visão de mundo. 
 
Dia 23 – Studio 3 Cia. Sociedade Masculina – “Pescadores do Ar” e “Entre o Corpo e o Azul”
“Pescadores do Ar” remete à força vital da vida que é o oxigênio. O fôlego de preencher-se e esvaziar-se, a energia vital do caos e da calma e o encontro da humanidade ao compartilhar os mesmos ares de existência são algumas das inspirações que norteiam os movimentos precisos dos bailarinos em cena.
“Entre o Corpo e o Azul” é a possibilidade de desenvolver um labirinto humano e reflete a situação do preso, do perdido, dentro de um espaço, segundo o coreógrafo Henrique Rodorvalho. A criação tem direção musical de Felipe Venâncio, figurinos de Walter Rodrigues e cenário de Letycia Rossi. O título faz uma referência metalingüística entre o corpo dos bailarinos e o azul do cenário há o que interessa: a expressão do movimento e da dança. 
 
Dia 24 – Asier Zabaleta – “El Agujero Del Avestruz”
Da Espanha, Asier Zabaleta apresenta seu solo “El Agujero Del Avestruz” em que interage com as cenas apresentadas no telão. “Quero desafiar o medo, o que nunca desaparece da minha vida e sempre reaparece com novos motivos e forças renovadas, até me fazer sentir como se fosse um super-herói que acaba de perder todos os seus poderes. Ao que marca os limites de minha permissividade, delimitando e reduzindo significativamente o meu campo de ação na vida. Eu o desafio e digo que não tenho medo. Que ironia!”, escreveu o bailarino e coreógrafo. 
 
Dia 25 – Raça Cia. De Dança de São Paulo – “Tango Sob Dois Olhares”
Em “Tango Sob Dois Olhares”, Roseli Rodrigues, coreógrafa e diretora da Raça Cia. De Dança de São Paulo, buscou inspiração sob o Olhar da Admiração para o Tango, representado pelas músicas de Astor Piazzolla e pela leveza de uma dança precisa, somado ao Olhar da Contemporaneidade em uma dança fluida e emocional.  
 
Dia 27 – Núcleo de Pesquisas em Linguagens Híbridas – “Hagoromo, o Manto de Plumas”
O espetáculo recria para a linguagem da dança a peça teatral “Hagoromo”, de Motokiyo Zeami, artista responsável pela criação do gênero Nô. “Hagoromo” pode ser resumido como um grande haicai ou poema dançado, que apresenta dois personagens antagônicos: Hakuryo, pescador de coração pétreo, e Tennin, anjo budista que vem recuperar Hagoromo, o manto divino sem o qual não pode retornar ao céu. Após as súplicas do anjo, o pescador se comove e resolve devolver-lhe o objeto precioso. Mas antes, Tennin deve lhe conceder uma dança com seu manto celestial. 
 
Dia 28 – Dudude Herrmann – “Pedaço de uma Lembrança”
Apoiada na memória do Grupo Trans-Forma nos idos anos 1970, Dudude revisita este lugar da lembrança com o corpo de hoje, admitindo o registro guardado neste corpo impregnado e construído através da memória. Uma aventura fascinante aos olhos da artista – escutar os ecos da atemporalidade de um determinado momento, utilizando de toda uma bagagem e interesse para com a linguagem da improvisação. 
 
Dia 28 – Pró-Posição – “Linhagens”
O trabalho questiona a dança como idéia instaurada no corpo, como movimento-informação que se adapta, varia, mantém, replica e evolui. Em cena, mãe e filha destrincham as historicidades de seus corpos na dança, colapsando passado e presente, como emergências de tempos multidirecionais, não causais, não factuais.

Informações da Assessoria de Comunicação do Instituto Festival de Dança de Joinville

 
 

 
 

Parceiros