Uma gigante que pede socorro
12/11/2009
Com o dia ainda nascendo, o Sindicado dos Mecânicos levou carro de som para frente da sede da Busscar, em Joinville. Foi por volta das 6 horas desta quinta-feira. Apesar do esforço em cima do caminhão, poucos funcionários da empresa participaram. A ação era para negociar o pagamento de metade que falta do salário deste mês (referente a outubro). Apenas 50% foram pagos. Restam cerca de R$ 3 milhões.
Os trabalhadores chegavam nos ônibus da empresa, e poucos se aproximaram do caminho. Lá dentro, em frente aos galpões, dezenas deles, vestidos de azul, ouviam, de longe, os discursos inflamados. A informação repassada pelo sindicato era de que funcionários receberiam advertência se participassem do protesto. Funcionários ouvidos negaram. De cima do caminhão, o presidente do Sindicato, João Bruggmann, repetia parte das propostas já feitas à empresa, para o pagamento dessa e de outras dívidas.
Uma das propostas é abrir o capital da empresa para o mercado de ações.
— Sabemos da situação crítica, e queremos ajudar. Reivindicar, mas garantir os direitos do trabalhador também.
Outro sindicalista, João Batista, lembrou que abandonar o barco também é difícil.
— Mesmo que a empresa queira demitir, ela não têm dinheiro para isso.
Para o pagamento emergencial dos salários, a empresa estaria tentando vender a área da recreativa da empresa, avaliada em R$ 10 milhões, mas que seria negociada por metade do preço.
A direção da Busscar não fala sobre o assunto.
AN.COM.BR



