Nossa Joinville

 
 

Uma gigante que pede socorro

5
 
charleshenrique
12/11/2009
 
Catarinense_2735-1
Novamente a Busscar pede socorro. E não é a primeira vez que a empresa sofre nesta década. Uma das maiores montadoras de ônibus do mundo sofre com salários reduzidos, crises internas, pressão do Sindicato dos Trabalhadores da empresa, e falta de capital de giro. Desde que o fundador da Busscar, sr. Harold Nielson faleceu no fim dos anos 90, a empresa nunca mais foi a mesma.
É triste ver matérias nos jornais a respeito, mas é a realidade. A seguir, para completar meu primeiro post neste espaço, transcrevo as informações do Jornal A Notícia:

Com o dia ainda nascendo, o Sindicado dos Mecânicos levou carro de som para frente da sede da Busscar, em Joinville. Foi por volta das 6 horas desta quinta-feira. Apesar do esforço em cima do caminhão, poucos funcionários da empresa participaram. A ação era para negociar o pagamento de metade que falta do salário deste mês (referente a outubro). Apenas 50% foram pagos. Restam cerca de R$ 3 milhões.

Os trabalhadores chegavam nos ônibus da empresa, e poucos se aproximaram do caminho. Lá dentro, em frente aos galpões, dezenas deles, vestidos de azul, ouviam, de longe, os discursos inflamados. A informação repassada pelo sindicato era de que funcionários receberiam advertência se participassem do protesto. Funcionários ouvidos negaram.  De cima do caminhão, o presidente do Sindicato, João Bruggmann, repetia parte das propostas já feitas à empresa, para o pagamento dessa e de outras dívidas.

Uma das propostas é abrir o capital da empresa para o mercado de ações.

— Sabemos da situação crítica, e queremos ajudar. Reivindicar, mas garantir os direitos do trabalhador também.

Outro sindicalista, João Batista, lembrou que abandonar o barco também é difícil.

— Mesmo que a empresa queira demitir, ela não têm dinheiro para isso.

Para o pagamento emergencial dos salários, a empresa estaria tentando vender a área da recreativa da empresa, avaliada em R$ 10 milhões, mas que seria negociada por metade do preço.
A direção da Busscar não fala sobre o assunto.

AN.COM.BR

 
 

 
 

Parceiros